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Denominamos sensibilidade a receptividade de nossa mente para receber representações na medida em que é afetada de algum modo; em contrapartida, denominamos entendimento ou espontaneidade do conhecimento a faculdade do próprio entendimento de produzir representações. A nossa natureza é constituída de um modo tal que a intuição não pode ser senão sensível, isto é, contém somente o modo como somos afetados por objetos, enquanto o entendimento é a faculdade de pensar o objeto da intuição sensível. Desse modo, tanto é necessário tornar os conceitos sensíveis, quanto tornar as suas intuições compreensíveis.
KANT, I. Crítica da Razão Pura. 5. ed. Trad.: Manuela Pinto e Alexandre Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001 (adaptado).
Considerando a teoria do conhecimento em Kant, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Sem a sensibilidade nenhum objeto nos seria dado, e sem entendimento, nenhum seria pensado.
PORQUE
II. A sensibilidade nos fornece os dados da experiência, e o entendimento lhes dá unidade conceitual permitindo-nos pensá-los.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.