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André e João são juízes criminais. Em seu dia a dia no trabalho jurisdicional, ambos lidam diretamente com a natureza humana, o que lhes levou a desenvolver concepções próprias acerca do ser humano e da política.
André crê que o ser humano, por natureza, tende a entrar em guerra com outros seres humanos. Para André, uma prova disso é que qualquer pessoa, mesmo sabendo da existência de agentes estatais responsáveis por garantir a segurança pública, quando vai dormir à noite tranca as portas de sua casa para garantir sua segurança. Assim, na visão de André, é necessário que exista um poder político absoluto e soberano, o qual, mediante a ameaça do uso da força, seja capaz de fazer com que todos os seres humanos respeitem a vida e a integridade física uns dos outros.
João, por sua vez, possui uma visão mais otimista da natureza humana. Para ele, o ser humano é, por natureza, um animal social, que vive em uma comunidade política. Prova disso é que o ser humano é o único animal que possui o dom da fala, o que lhe permite, por exemplo, discutir com seus pares sobre aquilo que considera ser justo ou injusto. Para João, a comunidade política formada pelos cidadãos deve estar ordenada ao bem de todos.
Considerando o que foi narrado acima, é correto afirmar que as concepções de André e João podem ser associadas, respectivamente, aos pensamentos de:
John Locke e Aristóteles;
Thomas Hobbes e Platão;
Nicolau Maquiavel e Platão;
Thomas Hobbes e Aristóteles;
Nicolau Maquiavel e Rousseau.