Leia o trecho a seguir:
“– Então, disse, gerar justiça também é dispor os elementos da alma de modo que, de acordo com a natureza, entre eles haja uma relação de domínio e sujeição, mas gerar injustiça é ir contra a natureza tanto quando um governa o outro como também quando um é governado pelo outro?
– Certamente, disse.
– Ah! A virtude, pelo que se vê, seria como que saúde, beleza e boa disposição da alma, mas o vício, doença, feiura e fraqueza.
– É isso.”
(PLATÃO. A República: ou Sobre a Justiça, Diálogo Político. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2014, p. 172).
Tendo como referência este trecho do Livro IV, da obra A República, de Platão, marque a alternativa que apresenta corretamente a concepção de alma defendida pelo filósofo grego.
Platão concebeu a alma humana como uma entidade bipartida, isto é, há uma parte racional que compõe a alma e outra parte definida como concupiscente, voltada para o mundo sensível.
Segundo Platão, a alma racional é incapaz de controlar os impulsos humanos e esta situação de desiquilíbrio interno na alma gera a produção de um estado de injustiça na cidade.
Platão compreendeu a alma humana como uma entidade tripartida ‒ alma concupiscente, alma irascível e alma racional ‒, atribuindo à racional o poder de controlar as demais partes da alma.
Platão compreendeu a alma como entidade coletiva, cujo bem-estar se alcança por meio da justiça distributiva, isto é, distribuir de forma equitativa os bens materiais produzidos pela cidade para se alcançar a saúde e a beleza.