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Os modelos cosmológicos contemporâneos foram desenvolvidos a partir da articulação entre observações astronômicas e formulações teóricas. Evidências observacionais permitiram interpretar a evolução do Universo desde seus estágios iniciais, contribuindo para a compreensão de sua expansão e de sua história térmica. Com base nessas evidências, assinale a alternativa correta.
Os modelos cosmológicos permaneceram inalterados desde o surgimento dos primeiros telescópios.
O modelo cosmológico atual descreve um Universo sem variações significativas ao longo do tempo.
A radiação cósmica de fundo constitui um registro observacional associado a uma fase inicial quente do Universo.
A expansão do Universo foi inferida a partir do desvio para o azul observado em galáxias distantes.
As concepções sobre a origem do Universo resultam de interpretações não sustentadas por observações astronômicas.
O corpo celeste que orbita uma estrela, possui massa suficiente para adquirir forma aproximadamente esférica e domina gravitacionalmente a região próxima de sua órbita é denominado:
planeta.
cometa.
asteroide.
meteoroide.
satélite natural.
Um eclipse solar anular acontecerá no dia 17 de fevereiro. Quando esse tipo de eclipse ocorre, algo semelhante a um “anel de fogo” surge no céu. Por isso, a data é tão aguardada. No entanto, apenas algumas regiões do planeta conseguem acompanhar o fenômeno em sua plenitude.
(O Globo, 15/01/2026. Adaptado)
O texto menciona um eclipse do tipo anular, formando um "anel de fogo". Nessa situação, o observador vê um anel luminoso no lugar de um obscurecimento total porque
o eclipse anular ocorre durante o pôr do sol, quando a refração da atmosfera cria esse efeito.
o diâmetro aparente da Lua é ligeiramente menor que o diâmetro aparente do Sol no momento do evento.
a Terra está posicionada exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite.
o Sol está em seu ponto de maior atividade, aumentando seu brilho.
a Lua está em sua fase Cheia, posicionada no ponto mais próximo da Terra.
Um ano-luz é uma unidade de medida que corresponde à:
velocidade da luz no vácuo, que é de aproximadamente 300 mil km/s.
distância percorrida pela luz no vácuo durante um ano terrestre.
duração do tempo que a luz do Sol leva para percorrer a distância até a Terra.
quantidade total de energia luminosa emitida por uma estrela ao longo de um ano.
medida de tempo equivalente ao período orbital de Júpiter ao redor do Sol.
Examine a figura abaixo, a qual mostra um astronauta posicionado no prolongamento do segmento de reta que une os centros do Sol e da Lua.

Suponha que o Sol e a Lua são corpos perfeitamente esféricos com raios Rs e RL, respectivamente, tal que seja constante a razão RS/RL =401. Considere que o astronauta dista, em determinado instante, DS e DL quilômetros dos centros desses corpos (ver figura acima), e que a distância entre os centros do Sol e da Lua se mantém constante no valor DS - DL = 1,50. 108 km. Nessas condições, o astronauta observa um eclipse total do Sol apenas se sua distância Dao centro da Lua, em milhares de km (103 km), for menor ou igual a:
525
450
375
280
150
Em uma simulação de navegação espacial, dois corpos celestes esféricos encontram-se alinhados ao longo de uma mesma direção. A distância entre os centros desses corpos é igual a 12R.
O primeiro astro possui massa M e raio R, enquanto o segundo possui massa 9M e raio 2R. Uma sonda de massa m é lançada radialmente a partir da superfície do astro menos massivo, com direção apontando para o centro do astro maior. Desprezam-se quaisquer interações com outros corpos e todos os efeitos não gravitacionais.
Determine a velocidade inicial mínima que a sonda deve possuir para conseguir alcançar a superfície do astro de maior massa.
32R22GM.
32R33GM.
33R22GM.
33R32GM.
33R16GM.
Uma galáxia distante emite luz com um comprimento de onda de 600 nm. Um observador na Terra mede o comprimento de onda da luz dessa galáxia como 500 nm. Isso indica que a galáxia está
se afastando da Terra, e a diminuição no comprimento de onda é devido a diminuição da frequência da luz emitida pela fonte em movimento.
se aproximando da Terra.
em repouso em relação à Terra.
se afastando da Terra, e o aumento no comprimento de onda é devido ao aumento da frequência da luz emitida pela fonte em movimento.
O que se entende por faixa do zodíaco?
É a faixa do céu, dividida em partes iguais, por onde se deslocam os planetas.
É a região do céu que contém o disco da Via Láctea.
É a região do céu por onde passa o Sol ao longo do ano.
É a faixa do céu que contém o polo norte e o polo sul.
É a região do céu onde se observa a luz zodiacal.
Em relação ao uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) no ensino de Astronomia, é correto afirmar que:
as TDIC sempre substituem com vantagem as aulas presenciais tradicionais, independentemente do contexto escolar.
a introdução das TDIC exclusivamente elimina a necessidade de formação continuada dos professores.
as TDIC devem ser utilizadas apenas em escolas com infraestrutura tecnológica de ponta.
as TDIC nunca devem ser dissociadas de intencionalidade pedagógica e de objetivos de aprendizagem claramente definidos.
a integração das TDIC sempre garante uma aprendizagem significativa, independentemente da mediação docente.
Em diversas pesquisas educacionais sobre o uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) no ensino de Astronomia, observa-se a presença de fundamentações teóricas que orientam a escolha dos recursos e a construção das estratégias didáticas. Considerando a relação entre teorias da aprendizagem e o uso de TDIC, assinala a alternativa correta.
As teorias pedagógicas nunca foram consideradas relevantes na seleção de softwares didáticos voltados ao ensino de Astronomia.
A teoria da Aprendizagem Significativa é frequentemente adotada nessas propostas, pois favorece a construção de sentidos a partir de conhecimentos prévios, especialmente quando são trabalhados conteúdos abstratos com tecnologias digitais.
O uso de tecnologias sempre dispensa fundamentação teórica, desde que os recursos digitais sejam interativos e visualmente atrativos.
Apenas referenciais construtivistas devem ser adotados em propostas com TDIC, sendo inadequadas abordagens de base tradicional.
A articulação entre TDIC e teorias da aprendizagem nunca depende do contexto escolar ou da formação docente.
O que chamamos de fase da Lua representa a parte desse astro que observamos iluminada pela luz solar. Na fotografia a seguir a, Lua está em sua fase de quarto crescente:

No momento dessa foto, a Lua é observada com a parte iluminada posicionada a
leste antes do nascer do Sol.
leste no início da noite.
oeste entre a Terra e o Sol.
oeste no início da noite.
oeste no início da manhã.
Em 14 de outubro de 2023, o eclipse solar visto em Canaã dos Carajás foi destaque na live do Observatório Nacional, que alcançou 2,1 milhões de espectadores.
(Adaptado de Gazeta Carajás, 16/10/2023).
Durante um eclipse solar total,
a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua. A sombra da Lua é projetada sobre determinada região da Terra, a denominada umbra.
a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra. A sombra do Sol é projetada sobre determinada região da Terra, a denominada penumbra.
a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua. A sombra da Lua é projetada sobre determinada região da Terra, a denominada penumbra.
a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra. A sombra da Lua é projetada sobre determinada região da Terra, a denominada umbra.
o Sol se posiciona entre a Terra e a Lua. A sombra do Sol é projetada sobre determinada região da Terra, a denominada umbra.
A cosmologia aristotélica apresentava um modelo de universo finito, eterno e hierarquicamente organizado, que exerceu profunda influência sobre a astronomia e a filosofia por séculos. Este modelo geocêntrico era baseado em uma distinção fundamental entre o mundo celeste e o terrestre. Acerca da estrutura do cosmos segundo Aristóteles, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__)O modelo cosmológico aristotélico era heliocêntrico, com o Sol ocupando o centro imóvel do universo e todos os planetas, incluindo a Terra, girando ao seu redor em esferas cristalinas.
(__)O universo era dividido em duas regiões distintas: o mundo sublunar (terrestre), sujeito à geração e à corrupção, composto pelos quatro elementos (terra, água, ar e fogo); e o mundo supralunar (celeste), perfeito e imutável.
(__)Fenômenos como cometas, meteoros e a Via Láctea eram considerados eventos celestes que ocorriam na região dos planetas e das estrelas fixas, sendo, portanto, compostos pelo mesmo elemento perfeito dos astros.
(__)Os corpos celestes, como os planetas e as estrelas, eram compostos por um quinto elemento, o éter ou quintessência, e realizavam movimentos circulares uniformes e eternos, considerados os mais perfeitos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, F, V.
V, F, V, F.
F, V, F, V.
F, F, V, F.
F, V, V, F.
Sobre o Modelo Cosmológico Padrão, analisa as afirmações abaixo.
I - A constante cosmológica é associada à energia escura e é responsável pela aceleração atual da expansão do universo.
II - A radiação cósmica de fundo é a radiação remanescente do Big Bang e foi emitida quando os átomos se formaram, cerca de 380 mil anos após o início do universo.
III - A matéria escura interage apenas gravitacionalmente e não emite, absorve ou reflete luz, sendo detectada apenas por seus efeitos dinâmicos em galáxias e aglomerados.
IV - O Big Bang descreve uma explosão ocorrida em um ponto específico do espaço, a partir do qual todo o universo se expandiu.
V - A nucleossíntese primordial ocorreu nos primeiros minutos após o Big Bang e produziu principalmente núcleos de hidrogênio, hélio e traços de lítio.
Qual(is) afirmação(ões) está(ão) incorreta(s)?
Apenas II e V.
Apenas I e III.
Apenas IV e V.
Apenas IV.
Nenhuma, todas estão corretas.
Qual alternativa promove um equilíbrio dialógico entre diferentes discursos sobre ciência em um plano de aula utilizando o livro didático?
Escutar um podcast produzido por influenciadores que atribui a causa das mudanças climáticas a ciclos naturais e usar informações do livro didático para refutar conteúdo do podcast.
Ler um capítulo sobre mudanças climáticas no livro didático e usar informações presentes em podcast produzido por especialistas para refutar o conteúdo do livro didático.
Ler um capítulo do livro didático e escutar um podcast produzido por especialistas sobre mudanças climáticas para reconhecer potencialidades e limites explicativos da ciência.
Escutar um podcast sobre mudanças climáticas e ler o capítulo referente no livro didático, ambos produzidos pelo mesmo autor, para ensinar os conteúdos conceituais da ciência.
Buracos negros são astros que possuem uma densidade de tal modo que a velocidade de escape dos corpos submetidos à sua gravidade ultrapassa a velocidade da luz (c = 3.108 m/s) na região interna ao chamado horizonte de eventos. Apesar de não se aplicar de todo a esses astros, a teoria gravitacional de Newton fornece uma estimativa correta para o raio do horizonte de eventos, basta assumir um limite superior da velocidade de escape como sendo c. Considerando, portanto, o nosso Sol, cuja massa é 2,0.1030 kg, para que ele se configurasse em um buraco negro, toda sua massa deveria estar restrita a uma região do espaço cujo raio seria, aproximadamente:
(Assuma a constante da gravitação universal G = 6,7.10-11 Nm²/kg².)
9 km.
18 km.
3 km.
27 km.
0,1 km.
Em 1929, Edwin Hubble relacionou a velocidade radial de uma galáxia ao seu afastamento, observando o desvio do comprimento de onda devido ao efeito Doppler na luz emitida por estrelas. Utilizando métodos estatísticos, como a regressão linear simples, Hubble conseguiu determinar que a velocidade radial 𝑣 de uma galáxia é proporcional à sua distância radial 𝑟 em relação ao observador, ou seja:
𝑣 = 𝐻0𝑟
A relação acima, na qual 𝐻0 é denominada “constante de Hubble”, é atualmente conhecida como lei de Hubble. Na Figura 1 abaixo, os pontos pretos utilizados por Hubble em 1929 representam os dados de distância e velocidade para 24 galáxias, enquanto os pontos claros na Figura 2 mostram dados atualizados em 2025, obtidos do catálogo de nebulosas disponibilizado pela NASA/Caltech.

A partir da análise dos gráficos acima, é correto afirmar que:
A constante de Hubble medida com dados atualizados é 6 vezes maior do que aquela medida com os dados originais.
A constante de Hubble dos dados de 1929 é 6 vezes maior do que aquela medida com os dados atualizados.
A constante de Hubble permanece a mesma entre os dados de 1929 e 2025, indicando estabilidade nas medidas.
Os dados atualizados de 2025 sugerem que não é possível calcular a constante de Hubble com precisão em comparação aos dados de 1929.
A constante de Hubble não pode ser determinada a partir dos gráficos fornecidos, pois não há relação linear observada.
A distância da Terra de um astro, em quilômetros, que se encontra a 20 anos-luz é de aproximadamente:

1,9 x 1012 km
3,8 x 1010 km
9,5 x 1012 km
1,9 x 1014 km
9,5 x 1015 km
Considerando a incidência solar sobre cada região ao longo do ano que modifica a claridade dos dias e orienta práticas agrícolas locais, a variação da duração dos dias claros se deve à
contínua alteração do ângulo do eixo de rotação da Terra, em razão da conservação de seu momento angular.
inclinação do eixo de rotação da Terra associada ao movimento de translação.
variação na velocidade orbital da Terra em sua translação, em razão da conservação de sua energia.
forma esférica da Terra e seu movimento de rotação que garantem a redistribuição de energia luminosa.
O mês lunar corresponde ao:
período entre duas fases da Lua iguais consecutivas.
período orbital da Lua em torno da Terra.
período orbital da Lua em torno do Sol.
período entre uma fase da Lua e a seguinte.
período entre eclipses lunares consecutivos.