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A foto abaixo mostra trajetórias de partículas alfa obtidas no interior de uma câmara de nuvens de Wilson preenchida com gás He ( 24He ). A região destacada na foto mostra uma colisão com um átomo, com desvio brusco de uma partícula alfa.

Sobre essa interação, é correto dizer que se trata de uma
colisão elástica com o núcleo de um átomo de He, que pode ser descrita a partir do modelo atômico de Rutherford (1911).
interação inelástica com o núcleo do átomo de He, com emissão de raios X.
interação elástica com os elétrons do átomo de He, sem emissão de radiação eletromagnética.
colisão suave, com ionização do átomo de He, e liberação de um elétron, cuja trajetória também aparece na foto.
colisão dura com produção de fissão do núcleo atômico.

As figuras representam espectros de feixes de tubos de raios X (fluência de fótons/mm² (normalizada por mAs) vs. energia do fóton). A figura 1 apresenta espectros correspondentes à tensão de pico de 90 kVp, obtidos com diferentes filtrações adicionais (FA). A figura 2 apresenta espectros obtidos com a mesma filtração adicional, mas com diferentes tensões de pico (kVp).
O Princípio da Otimização, na Proteção Radiológica, indica a necessidade de se manter a exposição à radiação tão baixa quanto razoavelmente exequível, de modo a obter imagens com qualidade suficiente para o diagnóstico ou para o resultado terapêutico desejado (ALARA). Tendo como orientação o princípio ALARA, é correto afirmar que, numa radiografia de tórax de um adulto, uma boa combinação de FA e kVp seria:
FA = 0,1 mm Cu e kVp = 40 kV.
FA = 0,3 mm Cu e kVp = 100 kV.
FA = 0,3 mm Al e kVp = 40 kV.
FA = 0 mm Al e kVp = 40 kV.
FA = 0 mm Al e kVp = 100 kV.
O gráfico (em escala dilog) representa as seções de choque em função da energia para diferentes modos de interação de fótons com o chumbo (Pb), bem como a seção de choque total σ (curva sólida).

Considerando a interação de fótons com o Pb, escolha a alternativa que indica, simultaneamente,
I. o modo de interação com o chumbo mais provável para fótons provenientes de uma fonte de 60Co (que emite fótons de energia média igual a 1,25 MeV), bem como o valor aproximado da seção de choque total (em barns/átomo) nesse caso;
II. a interação que melhor justifica o comportamento de σ na faixa de energia dos raios X usados em diagnóstico (até 150 keV).
Dados:
hc ≅ 1,99 x10-25 J.m
1 eV = 1,602 x 10-19 J
I | II |
Efeito fotoelétrico, 10 barns/átomo | Produção de pares |
I | II |
Efeito fotoelétrico, 10³ barns/átomo | Espalhamento Compton |
I | II |
Espalhamento Compton, 10 barns/átomo | Efeito fotoelétrico |
I | II |
Espalhamento incoerente, 1,0 barns/átomo | Espalhamento coerente |
I | II |
Produção de pares, 103 barns/átomo | Efeito fotoelétrico |
A teleterapia é a radioterapia que utiliza uma fonte de radiação externa ao corpo do paciente e distante dele. Historicamente, tubos de raios X e fontes radioativas de 222Ra, 137Cs e 60Co foram ou ainda são utilizados em teleterapia. Atualmente, a maioria dos centros de radioterapia utiliza feixes de raios X de energia máxima de 4 a 20 MeV, produzidos por aceleradores lineares de elétrons.
Considere as afirmações abaixo.
I. O uso de tubos de raios X para teleterapia foi praticamente abandonado por não ultrapassar o limite de 400 keV.
II. A produção de raios X nos aceleradores ocorre apenas devido à radiação característica produzida no alvo do feixe de elétrons.
III. Um dos problemas com a radioterapia com “bombas de cobalto” é que ela perde eficiência quando a atividade da fonte cai abaixo de certo limite.
Está correto o que se afirma em
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
I e III, apenas.
II, apenas.
A Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) é uma tecnologia que produz imagens tomográficas a partir de processos nucleares. O radioisótopo mais usado em PET é o 18F (flúor‐18, que emite partículas β+ (pósitrons) com energia máxima 633 keV), como marcador em uma molécula de FDG (Fluorodesoxiglicose). O FDG é injetado na corrente sanguínea do paciente e pode ser utilizado para conseguir imagens de tecidos e órgãos do corpo, como o cérebro, que estejam consumindo mais glicose do que outros. Externamente, conjuntos de pares simétricos de detectores circundam o paciente para registrar a radiação liberada dele, para a formação das imagens.
Assinale a alternativa que descreve corretamente o processo físico básico envolvido nessa técnica.
O FDG é levado ao cérebro pela corrente sanguínea e os pósitrons emitidos pelo 18F sofrem Bremsstrahlung no interior do paciente, e os detectores registram os raios X emitidos.
Os pósitrons atacam células do sangue que entram no cérebro, combatendo eventuais tumores em início de formação.
Os pósitrons emitidos pelo 18F sofrem aniquilação ao interagirem com elétrons locais no cérebro, com emissão simultânea de 2 fótons, que são detectados exteriormente.
As partículas β+ emitidas pelo FDG induzem reações nos núcleos de carbono existentes no cérebro, com produção de raios gama, que são detectados exteriormente.
A energia das partículas β+ é suficientemente grande para que elas, após a interação no cérebro, escapem do paciente e sejam detectadas exteriormente.
Assinale a alternativa correta sobre mecanismos diretos ou indiretos de ação das radiações ionizantes em tecidos biológicos.
A ação direta é o processo dominante na interação de partículas de baixa transferência linear de energia (LET).
A ação direta ocorre quando a radiação quebra moléculas da água, formando, assim, radicais livres, que podem atacar outras moléculas.
A ação indireta acontece quando a radiação interage com o DNA, podendo causar desde mutação genética até morte.
Na ação direta, o DNA pode ser ionizado ou excitado pela radiação, levando à cadeia de eventos físicos e químicos que eventualmente produzem o dano biológico.
A ação direta é causada por fótons de raios X ou de raios gama ao produzirem radiólise da água.