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A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica progressiva e autoimune que afeta o sistema nervoso central (SNC) sendo caracterizada por uma desmielinização da bainha de mielina que afeta o cérebro, cerebelo e a medula espinhal, levando ao aparecimento de diversos sinais e sintomas neurológicos que são estabelecidos de acordo com a área de desmielinização.
Sobre essa patologia podemos afirmar:
Terapias que incluem tanto medicação quanto neurorreabilitação podem melhorar os sintomas e até levar à cura.
A espasticidade relaciona-se a hipotonia muscular, causada pela desinibição dos reflexos da desmielinização. A tendência da espasticidade é reduzir conforme a duração da doença, afetando os membros superiores e inferiores.
O fisioterapeuta atua em todas as fases da EM, sendo essencial o início da reabilitação precocemente para manter a integridade dos movimentos, prevenindo a diminuição da amplitude de movimento, contraturas, melhorando a força muscular e controle motor, a marcha e a capacidade pulmonar, tornando assim o paciente o mais funcional possível.
A esclerose múltipla é caracterizada por fadiga muscular, mas com preservação das funções motoras e cognitivas. Assim, a fisioterapia junto com os exercícios cinesioterapêuticos apresentam grandes benefícios na melhora da qualidade de vida e independência dos pacientes acometidos pela EM.
Um dos sinais presentes nos pacientes com EM é o sinal de Lhermitte, aracterizado pela perda de urina de forma involuntária, necessitando, nesses casos, da fisioterapia urológica.