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A aplicação terapêutica do meio aquático na reabilitação de pacientes neurológicos fundamenta-se em respostas fisiológicas específicas à imersão, que modulam o tônus, a propriocepção e o controle motor. Essas respostas decorrem da interação entre propriedades físicas da água e mecanismos neurofisiológicos de adaptação muscular e sensorial. Mediante isso, marque a alternativa correta acerca do efeito fisiológico da água e sua ação nos distúrbios neurológicos.
A flutuabilidade reduz a estabilidade postural, o que dificulta o equilíbrio e contraindica o uso da imersão parcial em pacientes com alterações do tônus ou déficits motores.
A elevação da pressão hidrostática durante a imersão aumenta a resistência periférica e o esforço respiratório, o que limita o uso da fisioterapia aquática em pacientes com hemiparesia espástica, por acentuar o tônus e dificultar o controle postural.
A temperatura entre 33° e 36° é preferida na reabilitação neurológica por aumentar a condução nervosa e a excitabilidade motora, intensificando as respostas de alongamento rápido e otimizando o ganho de força em músculos espásticos.
A pressão hidrostática favorece o relaxamento muscular apenas no hemicorpo afetado, uma vez que o gradiente de pressão não se distribui uniformemente durante a imersão.
A viscosidade da água atua como resistência tridimensional, promovendo fortalecimento muscular ativo e feedback proprioceptivo constante, enquanto a flutuabilidade diminui a ação gravitacional e permite execução segura de padrões motores amplos, reduzindo a coativação espástica e estimulando a reorganização cortical.