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No âmbito da Atenção Primária e dos serviços de Reabilitação, o Projeto Terapêutico Singular (PTS) configura-se como um dispositivo de gestão do cuidado que visa à superação do modelo biomédico fragmentado. Ao operacionalizar um PTS para um usuário com demandas complexas de saúde, a equipe multidisciplinar e o fisioterapeuta deve pautar-se pela seguinte premissa:
A elaboração deve ser prerrogativa exclusiva do profissional de referência de nível superior, visando a otimização do tempo assistencial e a verticalidade das decisões clínicas.
O foco central reside na aplicação rigorosa de protocolos de diretrizes clínicas baseadas em evidências para grupos diagnósticos homogêneos, garantindo a padronização do cuidado.
A pactuação das metas terapêuticas é um ato unilateral da equipe de saúde, sendo a adesão do usuário uma etapa secundária e independente do processo de co-gestão.
O plano deve restringir-se à dimensão anátomofisiológica e curativa, evitando a incursão em determinantes sociais que extrapolam a competência técnica da fisioterapia.
A estratégia pressupõe uma análise multidimensional que articula a vulnerabilidade biológica, o contexto socioeconômico e a subjetividade do sujeito, integrando ações intersetoriais.