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Uma criança do sexo masculino, 9 meses de idade, nascida a termo, com histórico de sofrimento fetal agudo e internação em UTI neonatal por 18 dias, é encaminhada para avaliação fisioterapêutica ambulatorial por atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Na anamnese, a mãe refere dificuldade da criança em sustentar a posição sentada sem apoio e ausência de engatinhar. Ao exame físico-funcional, observam-se: hipotonia axial, aumento do tônus em membros inferiores, persistência do reflexo tônico cervical assimétrico, reações de endireitamento incompletas e dificuldade de transferência postural. O exame de imagem sugere lesão cerebral não progressiva.
Sob a abordagem do desenvolvimento motor infantil e a atuação baseada em evidências, assinale a alternativa que representa a conduta fisioterapêutica adequada para esse caso.
Priorizar exercícios passivos de alongamento em membros inferiores e postergar intervenções ativas até que haja maturação neurológica espontânea.
Direcionar a intervenção para o treino repetitivo de padrões motores normais, com correção manual constante, evitando exploração espontânea do movimento.
Implementar intervenção precoce, individualizada e centrada na funcionalidade, com estímulos posturais, treino de controle de tronco, facilitação de reações de equilíbrio e orientação familiar para atividades no ambiente domiciliar.
Indicar restrição de atividades no solo e permanência predominante em dispositivos de posicionamento, visando prevenção de deformidades musculoesqueléticas.
Priorizar a atuação fisioterapêutica ao ambiente clínico, uma vez que a intervenção domiciliar não apresenta impacto significativo no desenvolvimento motor infantil.