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A palpação digital dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) constitui etapa fundamental da avaliação fisioterapêutica em uroginecologia, permitindo a identificação de alterações estruturais e funcionais relacionadas aos sintomas pélvicos.
Considerando os princípios técnicos e clínicos da palpação digital, é CORRETO afirmar que:
a palpação digital é método amplamente reprodutível entre diferentes examinadores, sendo recomendada a alternância de profissionais no acompanhamento pré e pós-tratamento.
a palpação digital requer obrigatoriamente o uso de luvas estéreis, visto que a cavidade vaginal não apresenta flora bacteriana própria, sendo considerada região estéril.
na avaliação do tônus muscular dos MAP, o fisioterapeuta deve estar atento à presença de hipotonicidade devido à redução do tônus muscular, que pode estar associada ao aumento da ativação contrátil e/ou da rigidez passiva dos MAPou hipertonicidade, devido ao aumento do tônus muscular, que, por sua vez, pode estar associado à diminuição da ativação contrátil e/ou da rigidez passiva dos MAP.
a avaliação dos prolapsos dos órgãos pélvicos pela palpação digital é realizada com a paciente em contração voluntária máxima dos MAP, não podendo ser realizada a manobra de Valsalva.
a palpação digital deve ser realizada com introdução dos dedos indicador e/ou médio até a falange média (aproximadamente 4 a 6 cm do introito vaginal), com uso de gel lubrificante à base de água, podendo ser uni ou bidigital, de acordo com o tamanho da cavidade vaginal e critério do fisioterapeuta.