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Um paciente de 55 anos, com histórico de tabagismo e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é admitido na unidade de terapia intensiva após exacerbação infecciosa com piora progressiva da dispneia, hipoxemia e retenção de dióxido de carbono. A gasometria arterial inicial evidencia pH 7,28, PaCO2 60 mmHg, PaO2 55 mmHg e HCO3- 27 mEq/L. Diante da evolução clínica, foi instituída a ventilação mecânica invasiva por meio de tubo orotraqueal. Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA.
A ventilação mecânica invasiva por via aérea artificial é indicada principalmente para a correção de distúrbios de oxigenação, não sendo habitualmente empregada em situações de retenção significativa de dióxido de carbono ou de falência ventilatória.
Na fase aguda de infecção respiratória sob ventilação mecânica, a atuação fisioterapêutica evita técnicas pulmonares, concentrando-se apenas na monitorização estável.
Os modos de ventilação mecânica distinguem-se principalmente pela fração inspirada de oxigênio (FiO2) administrada ao paciente, mantendo-se semelhantes quanto ao controle do ciclo respiratório e ao grau de assistência ventilatória oferecida.
A análise da gasometria arterial permite identificar alterações de oxigenação e ventilação, sendo um recurso importante para o acompanhamento da insuficiência respiratória aguda ou crônica e para a tomada de decisão quanto ao suporte ventilatório.
O processo de desmame ventilatório deve ocorrer após a remoção do tubo orotraqueal, visto que a presença da via aérea artificial inviabiliza a análise da autonomia respiratória do paciente.