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Uma mulher de 38 anos, G3P3, procura atendimento 4 meses após parto vaginal com episiotomia. Relata perda involuntária de urina aos esforços, principalmente ao tossir e ao carregar peso, além de sensação de "peso vaginal" ao final do dia. Refere também dispareunia leve e diminuição da satisfação sexual. Ao exame, observa-se: força de assoalho pélvico grau Z na Escala de Oxford modificada, endurance de 4 segundos, com fadiga precoce. O teste de esforço para incontinência urinária é positivo. Na avaliação funcional, foram aplicados os questionários ICIQ-UI SF (escore 14) e PFDI-20 (elevado impacto sintomático). A avaliação sugere disfunção do assoalho pélvico com provável associação de incontinência urinária de esforço e início de prolapso de órgãos pélvicos. Considerando o quadro apresentado, assinale a alternativa que contém a conduta fisioterapêutica MAIS adequada e completa para esse caso.
Priorizar exercícios abdominais globais e suspensão de treino de assoalho pélvico até a melhora dos sintomas, associando à orientação postural.
Considerar o uso de cones vaginais como primeira linha de tratamento, devido à sua eficácia comprovada independentemente da adesão ao treinamento muscular.
Priorizar o fortalecimento global da musculatura abdominal profunda com foco no transverso do abdome, associando contrações involuntárias do assoalho pélvico durante atividades funcionais.
Iniciar o programa de reabilitação do assoalho pélvico com treinamento muscular progressivo, biofeed-back, eletroestimulação funcional, se necessário, educação miccional, além de reavaliação periódica com escalas funcionais (ICIQ-UI SF, PFDI-20) e progressão para exercícios de coordenação e resistência.