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Um paciente masculino, 68 anos, tabagista (50 maços/ano), com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave, está internado na UTI por pneumonia bacteriana. Evoluiu com insuficiência respiratória aguda, dispneia importante, uso de musculatura acessória, confusão leve e SpO2 de 82% em ar ambiente. Gasometria arterial: pH 7,31; PaCO2 62 mmHg; PaO2 54 mmHg; HCO3- 29 mEq/L. Foi intubado e iniciado em ventilação mecânica invasiva no modo assisto-controlado a volume controlado (VCV), com FiO2 60% e PEEP 8 cmH2O. Evoluiu com melhora clínica e gasométrica. Na UTI, foi avaliado por escalas (Glasgow, RASS, Borg modificada, MRC) e monitorização da mecânica respiratória e assincronias ventilatórias. Posteriormente, iniciou o protocolo de desmame com teste de respiração espontânea em PSV, avaliação de RSBI, PaO2/FiO2, capacidade de tosse e volume corrente. Recebeu aspiração traqueal, drenagem postural, técnicas de higiene brônquica e treinamento muscular inspiratório (threshold). Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
O quadro gasométrico inicial indica alcalose respiratória aguda compensada, sendo incompatível com insuficiência respiratória hipercápnica.
A ventilação mecânica invasiva em modo VCV tem como principal vantagem a limitação garantida da pressão inspiratória, reduzindo o risco de barotrauma.
A presença de PaO2/FiO2 > 300 indica insuficiência respiratória grave com indicação absoluta de ventilação mecânica invasiva.
O índice de respiração rápida e superficial (RSBI) é calculado pela relação frequência respiratória/volume corrente e valores elevados estão associados a maior chance de falha no desmame ventilatório.