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Um paciente de 42 anos é admitido em uma unidade hospitalar após quadro subagudo de fra...

Um paciente de 42 anos é admitido em uma unidade hospitalar após quadro subagudo de fraqueza progressiva ascendente em membros inferiores, evoluindo em 5 dias para comprometimento de membros superiores, com hiporreflexia global, parestesia distal e leve comprometimento ventilatório, necessitando de suporte não invasivo para ventilação. A hipótese médica principal é de uma neuropatia inflamatória desmielinizante aguda. Na avaliação inicial, observa-se: força muscular grau 2/5 em membros inferiores e 3/5 em membros superiores pela escala MRC, tônus reduzido, diminuição de endurance respiratório, padrão ventilatório superficial e dependência para realizar mudanças de decúbito. O paciente permanece alerta e cooperativo. Considerando o quadro apresentado, as ferramentas de avaliação e condutas MAIS adequadas ao caso incluem:


A

Avaliação funcional por meio de Escala de Independência Funcional, dinamometria e Escala Medical Research Council (MRC), além de avaliação respiratória com medidas de capacidade vital e força muscular inspiratória; intervenção com posicionamento terapêutico, exercícios respiratórios, prevenção de complicações secundárias, mobilização passiva/assistida, estimulação neuromuscular funcional (FES) quando indicado e abordagem progressiva de fortalecimento conforme estabilidade clínica.


B

Aplicação precoce de técnicas de inibição de padrões motores patológicos, com treinamento de marcha com carga total e sem dispositivos auxiliares assim que houver retorno mínimo de força antigravitacional, visando otimização da reorganização neuroplástica e recuperação funcional acelerada.


C

Ênfase em treinamento resistido desde fases iniciais da recuperação, considerando que o estímulo de maior carga é determinante para reversão da fraqueza em neuropatias periféricas desmielinizantes.


D

Realização de alongamentos globais associados a técnicas de terapia manual voltadas à manutenção da extensibilidade muscular e conforto articular, com monitoramento clínico periódico, sendo a avaliação funcional estruturada e intervenções respiratórias reservadas para casos de evolução prolongada ou refratária.