As amputações transtibiais levam o paciente a sofrer várias alterações, não somente físicas, mas também emocionais e socioeconômicas. Estas alterações podem se tornar agravantes de complicações que geralmente ocorrem após a amputação, como deformidades em flexão, excesso de partes moles, irregularidades ósseas, cicatrização inadequada, neuromas dolorosos, comprometimento vascular e complicações cutâneas, o que pode interferir no progresso das fases de recuperação funcional. Quanto ao processo de recuperação funcional dos indivíduos submetidos a este tipo de amputação e a atuação da fisioterapia na reabilitação é INCORRETO afirma que:
Os objetivos da recuperação funcional de indivíduos com amputação transtibial visam à cicatrização, redução do edema, manutenção ou aumento da força muscular, aptidão para receber o soquete protético, prevenção de disfunções articulares do membro residual assim como proporcionar o maior aproveitamento das potencialidades do paciente.
Os objetivos da fisioterapia nos indivíduos com amputação de membro inferior incluem obter uma deambulação ativa, independente e o mais fisiológica possível (com o uso da prótese).
A fisioterapia pode intervir na prevenção e tratamento destas complicações por meio de diferentes tipos de intervenção, como treinamento para melhorar a força da extremidade amputada, cinesioterapia, uso de bandagem para a redução do edema, orientação para a colocação da prótese.
O tratamento do edema tem se mostrado eficaz com o uso de bandagens e fisioterapia descongestiva, onde as técnicas específicas incluem a drenagem linfática inguinal, estimulando o linfonodo e drenagem linfática do coto.
Na cinesioterapia é preconizado o programa de treinamento diário, consistindo em exercícios de fortalecimento do quadril, equilíbrio e coordenação, realizados com a utilização da prótese.