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A microcefalia é uma malformação congênita quando o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. É caracterizada por um perímetro cefálico inferior a 33 centímetros, dependendo de sua etiologia, pode ser associada a malformações estruturais do cérebro ou ser secundária a causas diversas, como por exemplo, dificuldades cognitivas, motoras e de aprendizado. No final de 2015 o Brasil começou a enfrentar um surto de microcefalia, causando alerta para a população em geral, principalmente para as gestantes. O aumento considerável no número de casos fez com que novos estudos fossem propostos, em 2016, o vírus Zika se tornou o principal responsável pela doença. Sobre a microcefalia, suas repercussões e a importância de estimulação precoce assinale a alternativa INCORRETA.
A criança com microcefalia pode apresentar um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) como, por exemplo, dificuldades para firmar a cabeça (controle cervical), sentar, engatinhar, andar, fazer transposições posturais, além de atividades como subir, descer uma escada, pular, correr, entre outras. Também podem ter comprometimentos para o desenvolvimento de ações como agarrar, soltar, manipular brinquedos e objetos.
Crianças com microcefalia e prejuízos do DNPM necessitam de estimulação precoce, que objetiva estimular a criança e ampliar suas competências, abordando os estímulos que interferem na sua maturação, para favorecer o desenvolvimento motor e cognitivo. A criança deve ser inserida nesse programa, que deve ter seu início tão logo o bebê esteja clinicamente estável e se estender até, no máximo, os 3 anos de idade.
Crianças com microcefalia podem apresentar atraso no seu DNPM e também visuais e auditivos. Na parte cognitiva, os danos contribuem de forma significativa nas aquisições motoras e funcionais ligadas à rotina da criança, entre elas o autocuidado, atividades diárias e até mesmo no brincar. Essas alterações no controle motor podem infligir consequências ao sistema muscular e esquelético, causando encurtamentos musculares, contraturas e deformidades das articulações e, até, prejudicar o funcionamento do sistema respiratório.
A criança com microcefalia deve ser atendida por uma equipe de saúde interdisciplinar constituída por, no mínimo, assistente social, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico, odontólogo, psicólogo e terapeuta ocupacional.
Várias técnicas podem ser usadas para a estimulação precoce dos bebês com microcefalia: conceito neuroevolutivo Bobath, integração sensorial, estimulação sensorial de Rood, Método Phelps. É necessário buscarmos o que melhor se adapta as condições motoras da criança.