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(Ribeiro & Shiguemoto, 2015). Os músculos respiratórios, assim como todos os músculos esqueléticos, podem melhorar sua função com o treinamento muscular, que deve obedecer aos seguintes critérios para a sua adequada avalição e realização:
O treinamento muscular respiratório deve ser precedido da avaliação das pressões inspiratórias e expiratórias máximas, que são uma estimativa da força do músculo diafragma e dos músculos intercostais externos, respectivamente.
A avaliação do endurance dos músculos respiratórios, apesar de importante, é rotineiramente negligenciada. O endurance dos músculos inspiratórios pode ser estimado por meio da multiplicação da pressão inspiratória máxima pelo tempo que o indivíduo levou para atingir este pico de pressão.
O treinamento de endurance dos músculos inspiratórios para pacientes que estão sob assistência ventilatória mecânica pode ser realizado por meio de nebulização intermitente, com a retirada gradual do paciente da ventilação mecânica, para que o mesmo possa assumir o trabalho ventilatório.
A estimulação elétrica neuromuscular é um recurso que pode ser utilizado para estimular a contração dos músculos inspiratórios e expiratórios, resultando em aumento da força muscular. Em virtude de seu fácil acesso, os músculos intercostais são músculos de escolha para este tipo de abordagem terapêutica.
O treinamento muscular respiratório é particularmente importante nos indivíduos com doenças neuromusculares, dado que a doença pode afetar a função destes músculos em estágios mais avançados da doença. O protocolo de treinamento para estes indivíduos é a utilização de carga linear pressórica três vezes por semana, com três séries de 5 repetições cada, com uma carga de 70% da pressão inspiratória máxima.