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(…) a atuação fonoaudiológica tradicional realizada em escolas, por meio de ações essencialmente individuais, da realização de programas meramente informativos e da identificação de problemas e encaminhamentos, predominantemente, para o âmbito clínico, deve ceder espaço para a utilização, por parte do fonoaudiólogo, de metodologias colaborativas, que fomentem a sua parceria com os demais profissionais da educação.
(GIROTO, C.R.M. Atuação do Fonoaudiólogo na Educação Inclusiva. Tratado de Especialidades em Fonoaudiologia, 2014, p. 503)
Nessa perspectiva,
mais importante que os conhecimentos técnicos das diferentes práticas da fonoaudiologia nos campos da linguagem e da aprendizagem, é a compreensão, por parte do fonoaudiólogo, das diferentes hipóteses da escrita infantil, pois, como este é um saber mais aceito pelas escolas, garante uma atuação colaborativa com os profissionais da educação responsáveis pelos processos de escolarização e alfabetização.
considerando que a fonoaudiologia, tradicionalmente, constituiu práticas em grande parte individualizadas, é necessário que o fonoaudiólogo se aproprie de metodologias de trabalho, em equipe e em grupo, e que busque conhecimentos sobre a educação que o permitam compreender de forma ampla e profunda o sistema educacional para ressignificar sua atuação nesse contexto.
é preciso que o fonoaudiólogo conheça com maior profundidade a educação, desde as políticas públicas educacionais e diferentes abordagens teórico-metodológicas utilizadas, até as diferentes possibilidades de instrumentalização pedagógica para o atendimento fonoaudiológico às diversas demandas dos alunos nos diferentes contextos educacionais.
transformar esse modelo de atuação mais tradicional exige compreender não apenas as questões educacionais, mas também o trabalho em equipe, as funções e atuações dos diferentes profissionais da educação e as dificuldades dos alunos quando estes apresentam comprometimentos de natureza orgânica.
a parceria do fonoaudiólogo com os demais profissionais da educação pressupõe, necessariamente, o envolvimento processual com a realidade educacional, em uma atuação dialógica que considera aspectos sócio-históricos para a construção, por parte do profissional da saúde, das práticas que visam à normatização dos alunos às necessidades educacionais.