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O câncer, no Brasil, ganha relevância pelo seu perfil epidemiológico, por seu impacto social e peso global decorrentes dos custos econômicos e sociais envolvidos na sua prevenção, tratamento e reabilitação. O conhecimento sobre essa doença possibilita estabelecer prioridades e alocar recursos de forma direcionada para a modificação positiva do cenário da população acometida e suscetível a essa etiologia. Dentre os fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço, podemos afirmar que:
O tabagismo é o principal fator de risco para o adenocarcinoma e é correlacionado com a intensidade e a duração do hábito de fumar.
A infecção por Papilomavírus humano (HPV) é de alto risco e representa fator influente em 25% dos casos, principalmente para adenocarcinoma da orofaringe.
A má higiene oral e consequente formação de placas dentárias e irritação crônica do revestimento da boca são consideradas fatores de risco para o câncer no esôfago.
O consumo de álcool também é um fator de risco preponderante. Ele age como solvente, aumentando a exposição da mucosa do trato digestivo a agentes carcinogênicos.