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De acordo com os critérios de consenso do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento, da Academia Brasileira de Neurologia, a Demência é uma condição clínica caracterizada pelo comprometimento de funções cognitivas ou comportamentais. Na intervenção fonoaudiológica com esse paciente, devemos orientar familiares e cuidadores para que realizem as atividades cognitivas diariamente, o que potencializa os resultados da terapia. Quanto à comunicação, devemos considerar:
O uso de estratégias específicas de comunicação melhora as expressões espontâneas dos pacientes, sem interferir na qualidade de vida, pois a comunicação não é uma opção adicional para a qualidade de vida, mas vital para o bem-estar.
Os objetivos para o paciente são aumentar a frequência das interações e a qualidade da comunicação com o mínimo de falhas e reparos efetivos, e melhorar a satisfação do paciente com as tentativas de expressar pensamentos, necessidades, desejos e memórias.
O uso de pistas efetivas é vital para o sucesso da comunicação. O fonoaudiólogo é o responsável pela identificação das pistas mais efetivas (visual, tátil, verbal, gestual), e, posteriormente, pelo treinamento das outras pessoas que convivem com o paciente a usá-las.
Deve-se identificar habilidades compensatórias para facilitar o uso de habilidades residuais e compensar déficits de comunicação funcional. Uma vez identificadas, devem ser utilizadas pelo fonoaudiólogo durante as sessões de terapia e também recomendar aos cuidadores e familiares.