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A partir da Teoria Construtivista da aprendizagem, apresentada pelo educador Jean Piaget (1896-1980), diversos estudiosos contribuíram com seus estudos, principalmente na área da Alfabetização. A partir da década de 1980, surgiram os estudos da psicolinguista argentina Emilia Ferreiro, que propôs a teoria da Psicogênese da Escrita, mostrando que a criança passa por diversos estágios até atingir o domínio da leitura e da escrita.
Acerca desses estágios, é correto afirmar:
No estágio pré-silábico (níveis 1 e 2), a criança já começa a demonstrar um certo domínio da oralidade ao “escrever” palavras com letras parecidas com aquelas convencionais que caracterizam o sistema de escrita alfabético.
Quando uma criança de quatro anos lê, por exemplo, “café” para qualquer palavra impressa em uma caixa comercial do produto que é consumido em sua casa, ela já está demonstrando um conhecimento acerca da relação entre letras (grafemas) e sons (fonemas).
No estágio silábico de escrita, a criança ainda não demonstra conhecimento de que as letras que escreve representam os sons das palavras que fala, de forma que, na sua “escrita”, observa-se o registro de apenas uma letra para representar a sílaba completa.
Quando a criança escreve “ELFTE” para a palavra “elefante”, pode-se considerar que está no estágio ortográfico da escrita, mas com alguma manifestação de dificuldade para compreender o processo de representação da fala por meio da linguagem escrita.
No estágio alfabético de escrita, considera-se que a criança já está alfabetizada, mesmo que ainda possa escrever, por exemplo: “xinelo” para “chinelo”, “muzica” para “música” e “oge” para “hoje”.