

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A dislexia é um distúrbio de aprendizagem que afeta principalmente as habilidades de leitura e escrita. Sobre as intervenções fonoaudiológicas nesse contexto, é correto afirmar:
A intervenção deve focar exclusivamente no ensino da ortografia.
O treinamento de consciência fonológica é uma abordagem essencial na reabilitação.
A dislexia é completamente resolvida com intervenção precoce.
A reabilitação deve priorizar o ensino de regras gramaticais acima de habilidades fonéticas.
Sobre o papel da memória na habilidade de leitura, analise as assertivas abaixo:
I. A memória de longo prazo mantém informações enquanto se está pensando nelas.
II. A memória de trabalho guarda enorme quantidade de informações por dias, meses e até anos.
III. Para ler e escrever, a memória de trabalho é requerida o tempo todo.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e III.
No contexto da afasia, é crucial que o fonoaudiólogo compreenda os diferentes tipos e suas implicações funcionais. Assim, ao abordar um paciente com afasia de Broca, deve-se considerar:
A fluência verbal preservada, que caracteriza este tipo de afasia.
A capacidade de nomeação, que geralmente está preservada em todos os tipos de afasia.
A compreensão auditiva intacta, que é uma característica comum em todos os tipos de afasia.
A ausência de dificuldades na repetição de frases, que não é afetada nesta condição.
A dificuldade em produzir fala espontânea, refletindo a natureza não fluente da afasia de Broca.
Distúrbios de aprendizagem, como a dislexia, afetam significativamente a aquisição de habilidades acadêmicas, especialmente nas áreas de leitura e escrita. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são essenciais para minimizar os impactos desses distúrbios no desenvolvimento escolar das crianças. Assinale a alternativa CORRETA sobre dislexia e outros distúrbios de aprendizagem.
A dislexia é caracterizada exclusivamente por dificuldades na leitura, sem comprometimento da escrita ou da compreensão de leitura, sendo o tratamento focado apenas no treinamento intensivo de leitura.
Distúrbios de aprendizagem, como a dislexia, podem ser diagnosticados apenas por psicólogos, não sendo necessário o acompanhamento de fonoaudiólogos, que não têm um papel relevante no tratamento desses distúrbios.
A dislexia é um distúrbio neurológico que afeta a capacidade de identificar e processar sons da fala, dificultando a decodificação de palavras durante a leitura e a escrita, e deve ser tratada por meio de intervenções específicas para o desenvolvimento da leitura e linguagem escrita.
Distúrbios de aprendizagem não afetam apenas o desempenho acadêmico, mas também podem ter implicações emocionais e sociais, por isso é essencial adotar uma abordagem terapêutica que envolva a colaboração de fonoaudiólogos, psicólogos e educadores.
A intervenção em distúrbios de aprendizagem deve ser centrada unicamente no reforço acadêmico, sem a necessidade de trabalhar as questões emocionais ou sociais relacionadas ao distúrbio, já que estes distúrbios são puramente cognitivos.
A fonoaudiologia educacional também lida com a identificação e intervenção em distúrbios de aprendizagem, como a dislexia. Considere um aluno de 9 anos que apresenta dificuldades persistentes em leitura e escrita, com inversões frequentes de letras e uma taxa de leitura significativamente inferior à média de sua idade. A avaliação fonoaudiológica identificou dificuldades fonológicas severas. Qual seria a abordagem mais eficaz para reabilitar as habilidades de leitura e escrita desse aluno, conforme as melhores evidências?
Implementar um programa de reeducação fonológica intensiva, focado na consciência fonêmica e em exercícios de segmentação e fusão de sons, associado ao uso de software educacional que promove o desenvolvimento da leitura, conforme descrito por Snowling et al. (2019).
Aplicar a abordagem multissensorial de OrtonGillingham, que envolve o uso simultâneo de estímulos visuais, auditivos e cinestésicos para reforçar a aquisição de habilidades de leitura e escrita, conforme indicam os estudos de Shaywitz et al. (2020).
Utilizar um programa de treinamento visual baseado na correção de erros visuais e dislexias específicas, associado à leitura repetida de textos em voz alta, conforme sugerido por Wolf et al. (2018).
Adotar a terapia com feedback auditivo, permitindo ao aluno ouvir sua própria voz durante a leitura em tempo real e corrigir os erros fonológicos enquanto pratica, conforme relatado por Ramus et al. (2019).
Realizar sessões intensivas de treinamento em habilidades morfológicas, com foco na identificação de padrões de formação de palavras e suas relações com a fonologia, conforme orientações de Berninger et al. (2018).
Uma paciente de 62 anos, destra, sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico que resultou em uma lesão no giro temporal superior esquerdo. Durante a avaliação fonoaudiológica, constatou-se fala fluente, presença de parafasias, dificuldade significativa de compreensão verbal e ausência de autocrítica em relação aos seus erros linguísticos. Com base nesse quadro, assinale a alternativa que descreve corretamente as características da afasia apresentada e o foco inicial da intervenção.
A paciente apresenta afasia de Broca, caracterizada por discurso não fluente e comprometimento severo da articulação, sendo o objetivo principal da terapia melhorar a produção fonética.
A paciente apresenta afasia global, com comprometimento severo e generalizado da produção e compreensão da linguagem, sendo o foco inicial trabalhar aspectos básicos da comunicação funcional.
A paciente apresenta afasia transcortical sensorial, com preservação da repetição, mas prejuízo na compreensão e na nomeação, sendo a reabilitação direcionada à melhora da compreensão auditiva.
A paciente apresenta afasia de Wernicke, caracterizada por discurso fluente, com parafasias e prejuízo na compreensão verbal, devendo a intervenção inicial priorizar a redução das parafasias e o desenvolvimento da autopercepção.
A paciente apresenta afasia anômica, marcada pela dificuldade de nomeação e preservação da fluência e compreensão, sendo o foco inicial fortalecer estratégias de recuperação lexical.
As afasias são transtornos de linguagem que ocorrem, geralmente, após lesões cerebrais. Sobre o tema, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os tipos de afasia aos respectivos territórios vasculares afetados.
Coluna 1
1. Afasia transcortical motora.
2. Afasia de Broca.
3. Afasia transcortical mista.
4. Afasia transcortical sensorial.
Coluna 2
( ) Zonas limítrofes entre territórios vasculares.
( ) Artéria cerebral anterior.
( ) Artéria cerebral posterior esquerda.
( ) Artéria cerebral média esquerda.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 2 – 3 – 4.
2 – 3 – 4 – 1.
3 – 1 – 4 – 2.
4 – 1 – 2 – 3.
Considerando a atuação fonoaudiológica na educação, analise as assertivas a seguir sobre alfabetização, letramento e literacia:
I. A alfabetização corresponde a um processo de desenvolvimento de habilidades reflexivas sobre a língua escrita, constituindo-se em um conjunto de conhecimentos e capacidades necessárias para uma participação ativa e competente em práticas sociais de leitura e escrita.
II. Segundo a Política Nacional de Alfabetização (2019), o letramento consiste no ensino, de modo explícito e sistemático, do código alfabético e ortográfico.
III. A literacia é definida como o conjunto de conhecimentos e habilidades da leitura e da escrita e também de sua prática produtiva.
IV. A literacia emergente é um conjunto de conhecimentos, atitudes e vivências relacionadas à leitura e à escrita que surgem antes da alfabetização.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e IV.
I, II, III e IV.
Ao iniciar a alfabetização, os processos mentais que permitem ao leitor identificar, compreender e pronunciar palavras escritas são explicados por meio de modelos que enfatizam a estrutura cognitiva envolvida no reconhecimento de palavras e as interconexões dessa estrutura. Nesse sentido, analise as assertivas abaixo:
I. A rota lexical ocorre quando a leitura é feita por meio de um processo visual direto.
II. A rota fonológica é um processo que envolve a mediação fonológica para a leitura.
III. A rota fonológica utiliza o processo de conversão grafema-fonema, envolvendo a procura de pronúncias para palavras não familiares e pseudopalavras.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
I, II e III.
A ____________ é caracterizada por fala espontânea não fluente, variando do mutismo ao agramatismo.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
disartria
afasia de Broca
afasia de Wernicke
afasia de condução
disartrofonia
A respeito do processo de apropriação da linguagem escrita na clínica fonoaudiológica, analise as afirmativas abaixo e assinale (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO:
( ) A apropriação da escrita é um processo mecânico e linear, baseado exclusivamente na memorização de regras ortográficas e gramaticais.
( ) A intervenção fonoaudiológica pode contribuir para que o sujeito desenvolva a escrita como uma prática significativa, integrando aspectos cognitivos, linguísticos e sociais.
( ) O fracasso na apropriação da escrita pode estar relacionado a fatores linguísticos e discursivos, e não apenas a déficits individuais do sujeito.
( ) A compreensão do funcionamento discursivo e da produção de sentidos na escrita é um aspecto fundamental no processo terapêutico.
A sequência CORRETA é:
F, F, V, V.
F, V, V, F.
F, V, V, V.
V, F, V, V.
F, V, F, V.
A fonoaudiologia educacional envolve a avaliação e intervenção nos distúrbios de aprendizagem que afetam a comunicação, leitura, escrita e a expressão verbal dos alunos. O diagnóstico precoce e a atuação do fonoaudiólogo são cruciais para o desenvolvimento das habilidades de linguagem e para a melhoria do desempenho escolar das crianças.
Assinale a alternativa CORRETA sobre o diagnóstico e intervenção em distúrbios de aprendizagem na fonoaudiologia educacional.
Distúrbios de aprendizagem como a dislexia e a disgrafia devem ser tratados com métodos pedagógicos, não sendo necessária a intervenção fonoaudiológica, uma vez que esses distúrbios têm origem apenas na deficiência cognitiva e não na fala ou linguagem.
A fonoaudiologia educacional deve ser aplicada a crianças com dificuldades de aprendizagem em leitura e escrita, pois os métodos terapêuticos não têm impacto na reabilitação dessas habilidades, que devem ser tratadas apenas por pedagogos.
O diagnóstico de distúrbios de aprendizagem fonoaudiológicos deve ser feito por meio de uma avaliação clínica que inclui a análise das funções de linguagem, a articulação fonológica, a compreensão auditiva e a fluência verbal, além da observação do comportamento escolar da criança.
A intervenção fonoaudiológica em distúrbios de aprendizagem deve se limitar ao ensino de técnicas de leitura e escrita, sem considerar a relação entre as dificuldades fonológicas e a articulação verbal, que não afetam o processo de aprendizagem.
A fonoaudiologia educacional deve utilizar métodos psicopedagógicos para tratar distúrbios de aprendizagem, não sendo necessária a utilização de métodos terapêuticos como a estimulação auditiva e a reabilitação da linguagem.
Assinale a alternativa que descreve corretamente a fase pictográfica de Luria.
A criança apenas imita a escrita do adulto na tentativa de reproduzi-la em seus aspectos primitivos.
A criança utiliza uma distribuição espacial no papel, buscando marcas que de alguma forma representem a frase dita (marcas maiores para frases maiores e marcas menores para frases menores) atingindo parcialmente a meta de facilitação de memória.
A escrita é descoberta e substitui o objeto. Há a tentativa de utilização de letras da sociedade e de imitar a ordenação. É a etapa do realismo nominal.
A quantidade de letras vai corresponder à quantidade de partes que se reconhecem na emissão oral da palavra com forte conflito cognitivo: a contradição entre o número de sílabas que se deve grafar e a quantidade mínima de letras para que possa ser lida.
A criança se utiliza de desenho representando as frases, o que lhe possibilita recuperar mais facilmente as informações com ressaltada importância do desenho no percurso da criança em direção à língua escrita.
Em relação à aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde na avaliação de pacientes com distúrbios da comunicação, assinale o enunciado que expressa corretamente a metodologia de análise funcional:
A avaliação da inteligibilidade de fala em ambiente clínico determina definitivamente o nível de participação do indivíduo em situações comunicativas cotidianas.
Os fatores pessoais devem ser considerados secundários na análise da funcionalidade comunicativa para garantir a objetividade da classificação.
A mensuração isolada das funções de voz e fala através de protocolos padronizados é suficiente para estabelecer o perfil funcional completo.
As restrições de participação em atividades comunicativas derivam exclusivamente do grau de comprometimento das funções corporais relacionadas.
O impacto funcional de um distúrbio comunicativo emerge da interação dinâmica entre as características do indivíduo e seu contexto ambiental.
Paciente de 70 anos, internada na UTI com diagnóstico de pneumonia, traqueostomizada e em ventilação mecânica. Apresenta dificuldade em comunicar suas necessidades básicas e sinais de ansiedade. Qual recurso de comunicação alternativa é o mais indicado para este caso, considerando as condições clínicas da paciente e a necessidade de comunicação imediata?
Prancha de comunicação alfabética.
Prancha de comunicação com figuras e símbolos.
Comunicação gestual.
Aplicativo de voz em tablet.
Escrita em quadro branco.
A apraxia de fala é um transtorno da articulação no qual há comprometimento da capacidade de programar voluntariamente a posição da musculatura dos órgãos fonoarticulatórios e a sequência dos movimentos musculares para a produção de fonemas e palavras. A etiologia da apraxia de fala adquirida inclui, por exemplo, acidentes vasculares cerebrais, doenças degenerativas, traumas e tumores. Sobre a apraxia de fala, analise as afirmativas a seguir.
I. As dificuldades de programação de posição e sequência dos movimentos ocorrem devido à alteração nos sistemas motores, sensoriais e das habilidades de compreensão, atenção e cooperação. Essa dificuldade é acompanhada por fraqueza, lentidão significativa ou incoordenação dos músculos nos movimentos reflexos ou automáticos.
II. Os erros articulatórios são mais observados nas palavras que são fundamentais para a comunicação ou que tenham um fator psicológico ou linguístico no enunciado. Essa evidência pode ser observada em atividades de leitura em voz alta. A repetição se apresenta pior do que a fala espontânea, além de o paciente apresentar maior tempo de latência na realização desse tipo de tarefa.
III. Uma das características da apraxia da fala é a variabilidade de erros. Os erros efetuados são muito variados de um paciente para outro e de uma tentativa de emissão para outra, e as tentativas sucessivas com a mesma palavra resultam em erros diferentes, os quais, frequentemente, mostram aproximação com a palavra real.
IV. Independentemente das áreas cerebrais que forem atingidas, a apraxia da fala ocorre de forma isolada, não estando associada a outros comprometimentos como afasias, disartrias e dificuldades na percepção auditiva.
Está correto o que se afirma apenas em
I e II.
II e III.
III e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
No contexto da CIF, a avaliação de fatores ambientais (e) em estudantes universitários com distúrbio do processamento auditivo central deve priorizar a análise de:
Produtos e tecnologias assistivas disponíveis (e115).
Suporte social imediato oferecido (e310).
Design acústico do ambiente educacional (e150).
Políticas institucionais de inclusão (e585).
Atitudes sociais da comunidade acadêmica (e460).
No desenvolvimento infantil, quando se observa prejuízo na execução do planejamento e programação motora da fala, sem comprometimentos neuromusculares, caracteriza-se a Apraxia de Fala na Infância (AFI). Conforme a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA), a AFI é um distúrbio neurológico que impacta a precisão e a consistência dos movimentos necessários para a produção da fala, na ausência de déficits neuromusculares, como reflexos anormais ou paralisia. A literatura apresenta diversos sinais clínicos associados a esse transtorno dos sons da fala, sendo consenso entre os autores:
Erros inconsistentes de consoantes e vogais, coarticulação inadequadas durante a transição entre os fonemas e perturbação da prosódia, especialmente no acento lexical e frasal.
Dificuldades exclusivamente relacionadas ao desenvolvimento auditivo, sem impacto na produção articulatória.
Alterações generalizadas nas funções neuromusculares, como paralisia e reflexos patológicos, que interferem diretamente na fala.
Deficiências de linguagem relacionadas apenas ao processamento semântico, sem alterações na programação motora da fala.
Caso o padrão articulatório apresentado por uma criança de cinco anos de idade não corresponda ao esperado e caso haja a presença de pequenas trocas, faz-se necessária avaliação fonoaudiológica para viabilizar um diagnóstico dessa alteração e apontar a adequada intervenção.
Certo
Errado
Um fonoaudiólogo atua na avaliação de crianças em idade escolar com dificuldades na aquisição da escrita. Para diferenciar um transtorno específico de aprendizagem de uma dificuldade secundária a fatores ambientais, a estratégia mais adequada é:
Realizar avaliação fonoaudiológica detalhada, considerando aspectos linguísticos, perceptuais e cognitivos.
Iniciar intervenção direta sem avaliação aprofundada, pois o treino intensivo de leitura e escrita é suficiente.
Priorizar apenas a estimulação da coordenação motora fina, pois déficits motores explicam todas as dificuldades de escrita.
Encaminhar diretamente para reavaliação oftalmológica, desconsiderando outros fatores envolvidos no processo de aprendizagem.