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As teorias de aquisição e processamento da escrita estão relacionadas fortemente às da leitura, pois, sendo processos interdependentes, para escrever é preciso ler. Frith (1985) foi a pioneira na descrição do vínculo entre o desenvolvimento da leitura e o da escrita, descrevendo-o em três fases.
FRITH (1985) apud BATISTA, A. O. Compreendendo os transtornos específicos de aprendizagem:
compreendendo a disortografia. Ribeirão Preto: Book Toy, 2019. v. 2, p. 54.
Sobre essas fases, é correto afirmar que
na primeira fase, chamada de logográfica, não há formação do léxico logográfico nem acesso direto da palavra escrita à memória semântica, fazendo com que o estudante reconheça palavras familiares.
na segunda fase, a ortográfica, o estudante desenvolve o conhecimento fonológico e faz a descoberta do princípio alfabético para que a correspondência entre fonemas e grafemas possa ser empregada na palavra escrita.
no final da fase alfabética, o estudante ainda não é capaz de ler nem escrever palavras novas.
na fase ortográfica, o estudante efetua o reconhecimento das palavras de maneira global e rápida, sem a necessidade de uso das regras de associação fonema-grafema, gerando a possibilidade de decodificação de um número ilimitado de palavras.