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A apraxia de fala na infância é um dos subtipos de distúrbio de fala infantil, o qual é definido como uma desordem motora dos sons, que interfere especificamente na execução do movimento orofacial durante a produção dos fonemas. A principal dificuldade se manifesta no planejamento e/ou programação de parâmetros espaço-temporais das sequências de movimentos, resultando em erros na produção da fala e na prosódia. Sobre a apraxia de fala na infância, assinale a afirmativa INCORRETA.
Trata-se de um distúrbio de origem neurológica em que a consistência e a precisão dos movimentos da fala estão prejudicados na ausência de deficits neuromusculares. Caracteriza-se por erros inconsistentes de consoantes e vogais nas produções repetitivas de sílabas e palavras; coarticulação inadequada na transição de sons entre sons e sílabas; prosódia inapropriada, principalmente na realização do acento, seja lexical ou frasal.
As características da apraxia de fala tendem a persistir em fases posteriores da vida da criança, quando comparadas a outros distúrbios da fala. Além disso, ressalta-se que algumas características da apraxia de fala também podem estar presentes em outros quadros de distúrbios dos sons da fala como, por exemplo, em desvios fonológicos severos, em que as crianças podem apresentar trocas assistemáticas dos sons da fala e tateio articulatório, o que pode levar a um diagnóstico confuso e errôneo.
Para o diagnóstico da apraxia de fala é relevante considerar características segmentais e suprassegmentais. Dentre as características suprassegmentais destacam-se: tateio articulatório; erros de substituição, caracterizados principalmente por metátese; trocas fonêmicas inconsistentes; e maior número de erros em vogais. Quanto às características segmentais deve-se observar: realização inconsistente do acento (sílaba tônica); e percepção de ressonância nasofaríngea. A maioria dos instrumentos utilizados em pesquisas para avaliar a apraxia de fala utiliza apenas esses dois parâmetros para definir o diagnóstico diferencial.
Alguns estudos utilizam características específicas de produção de fala e características gerais de linguagem e de movimentos orofaciais como critério diagnóstico para apraxia de fala. Dentre as características específicas de produção de fala destacam-se: repertório limitado de consoantes e vogais; omissões frequentes; alta incidência de erros em vogais; articulação inconsistente; características suprassegmentais alteradas; aumento do número de erros em unidades maiores de fala; dificuldades significativas em imitar palavras e frases; uso predominante de formas silábicas simples. E, dentre as características gerais de linguagem e de movimentos orofaciais, destacam-se: movimentos orais voluntários prejudicados; expressão de linguagem reduzida quando comparada à linguagem receptiva; e, redução das habilidades diadococinéticas.