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A reabilitação auditiva de pacientes com implantes cocleares envolve uma abordagem multidisciplinar que visa à otimização da percepção auditiva e da comunicação verbal. Um paciente adulto, após a ativação de seu implante coclear, apresenta dificuldades na discriminação de sons agudos, embora sua detecção auditiva global esteja dentro dos parâmetros esperados. Diante dessa situação, qual seria a intervenção terapêutica mais adequada para melhorar a discriminação de sons agudos, levando em consideração as etapas de neuroplasticidade auditiva após a implantação?
Implementar um programa intensivo de treinamento auditivo que enfatize a discriminação de sons agudos, utilizando estímulos auditivos artificiais e naturais em ambiente controlado, conforme diretrizes de Tyler et al. (2019), com sessões diárias de adaptação.
Realizar ajustes periódicos no processador do implante coclear para ampliar o espectro de frequências agudas percebidas, associando essa modificação a uma reabilitação auditiva que enfatize sons de baixa intensidade, com base nos estudos de Zeng et al. (2020).
Utilizar técnicas de neurofeedback auditivo, permitindo que o paciente visualize em tempo real as respostas cerebrais à percepção de sons agudos, promovendo a modificação ativa dos padrões auditivos ao longo das sessões, conforme descrito por Bavelier et al. (2021).
Aplicar uma abordagem de reabilitação auditiva progressiva, começando com sons de frequências médias e aumentando gradativamente a complexidade dos estímulos auditivos, até que o paciente atinja uma discriminação eficiente dos sons agudos, conforme indicado por Moore et al. (2018).
Introduzir um programa de treinamento auditivo baseado em música, focado na percepção de tons agudos e no desenvolvimento de habilidades auditivas relacionadas a sons naturais complexos, como instrumentos musicais, de acordo com as evidências de Gfeller et al. (2017).