A compreensão da fisiologia vocal, no contexto clínico fonoaudiológico, requer articulação entre os fundamentos da anatomia laríngea, o modelo fonte-filtro e os aspectos neuromusculares da produção vocal. Com base nas proposições de Behlau (2013) e na perspectiva integrativa da produção vocal, assinale a alternativa que expressa adequadamente a relação entre estrutura e função no processo de fonação.
A fonte sonora vocal resulta exclusivamente do movimento passivo das cartilagens laríngeas, sendo modulada de forma inexpressiva pelas cavidades supraglóticas.
A produção da voz envolve a vibração glótica como fonte sonora primária, cuja modulação espectral depende das configurações articulatórias do trato vocal, alterando os formantes.
A ressonância vocal é determinada apenas pela intensidade do fluxo aéreo pulmonar, sendo insensível à conformação da cavidade oral ou nasal.
A frequência fundamental vocal é diretamente proporcional ao volume pulmonar expirado, não havendo influência significativa do controle cortical voluntário.
O ciclo vibratório das pregas vocais é mantido por impulsos nervosos contínuos, sem participação de fenômenos aerodinâmicos ou biomecânicos.