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A adoção da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) pela Fonoaudiologia orienta uma prática clínica que transcende o modelo estritamente biomédico.
Qual das alternativas a seguir reflete a orientação primordial da CIF para o fonoaudiólogo, especialmente na elaboração do Plano Terapêutico Singular?
O planejamento deve priorizar a correlação dos achados nosológicos (CID-11) com o nível de deficiência, visando à padronização e ao custeio dos serviços de saúde.
A intervenção deve ser primariamente direcionada à eliminação de barreiras ambientais (como a falta de acessibilidade comunicativa), pois elas são consideradas a principal causa da limitação da participação.
O foco terapêutico deve ser na descrição das limitações de atividades (o que o indivíduo não consegue fazer), sem a necessidade de intervenção nos fatores pessoais, que são considerados imutáveis.
A atuação deve focar na remediação das funções e estruturas do corpo (como o aumento da competência linguística ou vocal), pois esses são os componentes mais facilmente mensuráveis.
O fonoaudiólogo deve realizar uma análise circular e integrativa que correlaciona as funções e estruturas (deficiência) com a participação social (desempenho em contexto) e a influência dos fatores contextuais (ambientais e pessoais), definindo metas que promovam o desempenho comunicativo no ambiente real do indivíduo.