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A biomecânica da fase oral da deglutição constitui elemento central na definição de estratégias terapêuticas na reabilitação das disfagias orofaríngeas. A compreensão dos mecanismos que estão envolvidos nessa fase permite direcionar intervenções mais seguras e eficazes. Considerando os fundamentos biomecânicos da fase oral da deglutição, é correto afirmar que, EXCETO:
A etapa preparatória oral tem início com a captação do alimento pelos lábios e se encerra com a organização do bolo alimentar sobre o palato duro, envolvendo movimentos coordenados de língua e mandíbula para trituração e manipulação do conteúdo.
A ausência de vedamento labial pode ocasionar escape anterior do alimento, enquanto alterações no controle do palato mole ou na movimentação da base da língua podem favorecer escape posterior, comprometendo a adequada condução do bolo à orofaringe.
Estratégias de fortalecimento neuromuscular, incluindo exercícios voltados à musculatura perioral, não apresentam relevância clínica nos casos de diminuição da pressão labial durante a deglutição, sendo indicadas exclusivamente quando há prejuízo de força mandibular.
A coordenação entre língua, mandíbula e lábios durante a fase oral é determinante para a formação eficiente do bolo alimentar, em que as alterações desses componentes são frequentemente associadas a quadros de disfagia orofaríngea neurogênica.