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Uma criança de 3 anos e 10 meses é encaminhada para avaliação fonoaudiológica com queixa de atraso de linguagem. Na anamnese, os responsáveis relatam que ela compreende comandos simples, apresenta dificuldade em compreender enunciados mais complexos, possui vocabulário reduzido, utiliza, predominantemente, palavras isoladas e combinações de dois elementos, além de apresentar baixa expansão espontânea da linguagem. Durante a interação, observa-se intenção comunicativa preservada, com uso de gestos para complementar a fala. Partindo do quadro clínico e das recomendações da literatura atual, assinale a alternativa que indique a conduta terapêutica mais adequada.
A intervenção deve priorizar a estimulação da linguagem receptiva por meio de exposição a enunciados mais complexos, reduzindo a demanda expressiva, até que a criança apresente compreensão adequada para produção verbal.
A intervenção deve priorizar a organização da interação comunicativa e dos turnos conversacionais, com foco no comportamento comunicativo, sem ênfase direta na complexidade linguística.
A intervenção deve priorizar estratégias interacionais que integrem estimulação da linguagem receptiva e expressiva, com modelagem, expansão e ajustes graduais da complexidade linguística em contextos funcionais de comunicação.
A intervenção deve priorizar a ampliação da linguagem expressiva por meio de repetição dirigida de palavras e frases, com foco na produção verbal, mantendo a compreensão como aspecto secundário do processo terapêutico.