Uma criança de 9 anos, no quarto ano do ensino fundamental...
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Uma criança de 9 anos, no quarto ano do ensino fundamental...

Uma criança de 9 anos, no quarto ano do ensino fundamental, é encaminhada à fonoaudióloga escolar com queixa de dificuldades persistentes na leitura e na escrita. À avaliação, apresenta lentidão e imprecisão na decodificação de palavras, dificuldades na consciência fonológica, trocas e omissões de letras na escrita, sem perda auditiva ou déficit cognitivo, e a criança recebe ensino regular consistente desde a alfabetização. Considerando a literatura consolidada sobre os transtornos da aprendizagem e a atuação fonoaudiológica na educação, assinale a alternativa correta sobre a hipótese diagnóstica mais consistente com os achados.


A

A hipótese mais consistente é o atraso pedagógico transitório, caracterizado pela aquisição da leitura e da escrita em ritmo comparável ao esperado pelo ensino formal, com superação espontânea no curto prazo sem necessidade de avaliação fonoaudiológica e sem comprometimento sustentado da decodificação ou da consciência fonológica da criança.


B

A hipótese mais consistente é o Transtorno Específico da Aprendizagem com prejuízo na leitura (dislexia), caracterizado por dificuldades persistentes na decodificação, na fluência e na compreensão da leitura, com base em alterações da consciência fonológica, sem etiologia atribuível a déficit cognitivo, sensorial ou ensino inadequado.


C

A hipótese mais consistente é o transtorno fonológico isolado, caracterizado por alterações primárias na organização do sistema fonológico da fala, com substituições e omissões de fonemas na produção oral, sem comprometimento sustentado da decodificação, da fluência ou da compreensão da leitura no contexto escolar do ensino fundamental.


D

A hipótese mais consistente é a privação ambiental de estímulos, caracterizada pela ausência de oportunidades educacionais consistentes na infância, com superação rápida das dificuldades de leitura e escrita após exposição mínima ao ensino regular, sem comprometimento sustentado da decodificação ou da consciência fonológica da criança.