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Um componente necessário para o desenvolvimento de uma culinária é a liberdade: a produção ampla de ingredientes, a escolha, a experimentação e a formação do gosto. A culinária está ligada à abundância, não à fome.
Vatapá, abará, acarajé, bobó, caruru... eis a pluralidade de palavras,sabores, aromas e cores que julgamos ser a contribuição africana para a cozinha brasileira. Mas essa atribuição não é algo simples: esses pratos não foram transplantados da África e se constituíram como comida geral depois da Abolição. Somente quando libertos, os trabalhadores negros e mestiços puderam construir, no entorno do recôncavo baiano, uma forma de cozinhar que se vinculava às suas tradições ancestrais.
DÓRIA, C. A. Formação da Culinária Brasileira: Escritos sobre a cozinha inzoneira. São Paulo: Três Estrelas, 2014 (adaptado).
Considerando as informações apresentadas no texto, assinale a opção correta acerca da tradicional cozinha baiana.
O vatapá é uma receita feita à base de creme de feijão fradinho, além de camarão seco, peixe e azeite de dendê.
O quiabo é o elemento principal do caruru, que é um dos recheios utilizados na composição do tradicional acarajé baiano.
O abará é uma preparação na qual o método de cocção é realizado em fritura por imersão no azeite de dendê.
A massa do acarajé, patrimônio imaterial do estado da Bahia, é preparada com feijão branco, cebola e pimenta malagueta.
O bobó de camarão é uma preparação com textura similar à de um pirão, sendo espessado com farinha de mandioca.