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A região metropolitana do Rio de Janeiro registrou uma série de tragédias relacionadas às chuvas que ocorreram no mês de abril de 2010, que evidenciaram o papel da geografia do sítio urbano da capital fluminense e adjacências, conforme imagem a seguir.
As chuvas intensas são quase sempre problemáticas em ambientes urbanos, especialmente quando as áreas verdes são substituídas por pavimentação e edificações. No caso do Rio de Janeiro, pode-se constatar, pela análise da imagem e pelos conhecimentos sobre o assunto, que o problema das chuvas foi agravado
pela recomposição da vegetação original de Mata Atlântica, que desencadeou a ampliação dos índices pluviométricos, pelo aumento do albedo nos períodos quentes do ano.
pelo desconhecimento generalizado das autoridades públicas e empresas de construção civil quanto a medidas adequadas de construção em encostas íngremes e gerenciamento da drenagem urbana.
pelo estrangulamento da rede viária, em função da morfologia do terreno, atrelada à omissão das autoridades quanto à fiscalização das construções irregulares, como nas vertentes íngremes.
pela inexistência de tecnologias e de pessoal capacitado para averiguar as áreas de risco na cidade, o que inviabiliza a adoção de medidas públicas para a intervenção urbanística.