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“A Geografia conhece hoje um movimento de renovação considerável, que advém do rompimento de grande parte dos geógrafos com relação à perspectiva tradicional. Há uma crise de fato da Geografia Tradicional, e este enseja a busca de novos caminhos, de nova linguagem, de novas propostas, enfim, de uma liberdade maior de reflexão e criação”.
(MORAES, Antonio Carlos R. Geografia: pequena história crítica. 19ª ed. São Paulo: Hucitec, 2003, pág. 93)
A citação acima demonstra um movimento importante no meio acadêmico geográfico na busca da renovação de seu objeto de estudo e da sua metodologia de pesquisa. No meio educacional, também, tem havido esforços para que ocorram mudanças na forma de ensinar a Geografia. Boa parte da crise da Geografia Tradicional no campo acadêmico pode ser atribuída aos seguintes fatores, EXCETO:
o postulado filosófico e pueril do positivismo clássico da Geografia Tradicional não oferece suporte teórico para explicar as atuais configurações espaciais do mundo
a necessidade de acompanhar e compreender o processo acelerado da urbanização das sociedades, que torna a realidade espacial mais complexa
a dificuldade de acompanhar as mudanças tecnológicas ocorridas na prática pedagógica, como a utilização do quadro digital
as novas demandas do capital para que esta ciência gere um instrumental de intervenção territorial/espacial mais eficiente