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“O processo de educação realizado com base na cultura da comunidade em que a escola está inserida fortalece o sentimento de identidade local e cria mecanismos para que essa comunidade busque alternativas para melhorar a sua qualidade de vida. (...) E em todo esse processo que envolve educação e cultura, a comunidade pode também determinar que bens culturais devem ser eleitos como patrimônio cultural (...)”.
(SANTOS, Milton. A natureza do espaço -técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 2007, p. 164)
A cidade do Rio de Janeiro é palco privilegiado quando o assunto é patrimônio, sob os aspectos natural e cultural/histórico. Além daquilo que é tombado pelo poder público e preservado no seu formato jurídico-formal, os elementos da paisagem constituintes, como parte da identidade de uma comunidade, segundo a citação acima, devem estabelecer uma prática que:
dialogue com o Estado de forma que o patrimônio local seja gerida de forma cidadã e perpetuada pelas próximas gerações
fique restrita ao universo local, sem diálogo com outras formas ou escalas de pertencimento, uma vez que a noção de lugar não é múltipla
seja enfatizado na escola que outras formas de patrimônio existentes na cidade são irrelevantes na formação identitária do aluno
com base na valorização da cultura da comunidade, outras formas de expressão cultural seja colocadas em segundo plano na prática pedagógica