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O componente curricular Geografia busca que o aluno compreenda a produção do espaço geográfico. O princípio do raciocínio geográfico que estimula o aluno a perceber que um determinado fenômeno nunca ocorre de forma isolada, mas em interação com outros fenômenos, próximos ou distantes, é definido como:
Extensão.
Localização.
Conexão.
Distribuição.
Analogia.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Geografia propõe o desenvolvimento do Raciocínio Geográfico. Para que o aluno exercite o pensamento espacial, o professor deve mediar a aprendizagem utilizando princípios fundamentais. Assinale a alternativa que apresenta corretamente três desses princípios:
Memorização, descrição e repetição cartográfica.
Analogia, conexão e diferenciação.
Localização absoluta, enumeração e centralização.
Generalização, simplificação e estagnação espacial.
Quantificação, isolamento e padronização regional.
Santa Catarina é um estado brasileiro que possui diferentes tipos de paisagens naturais. Em seu território, é possível encontrar áreas próximas ao mar e outras mais elevadas, onde vivem muitas pessoas. Essas características fazem parte do espaço onde a população se organiza.
Qual característica pertence ao espaço geográfico de Santa Catarina?
Relevo totalmente plano em todo o estado.
Clima seco durante todo o ano.
Ausência total de rios.
Existência apenas de regiões desertas.
Presença de planaltos e áreas litorâneas no mesmo território.
De acordo com a BNCC, são competências específicas de geografia para o ensino fundamental
I desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias, para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.
II desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional.
III identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Assinale a opção correta.
Apenas o item II está certo.
Apenas o item III está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens I e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
As novas leituras do espaço geográfico surgem a partir das transformações econômicas, tecnológicas, culturais e sociais do mundo contemporâneo, ampliando as formas de compreender e analisar o espaço. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA.
As novas leituras do espaço geográfico rejeitam o uso de tecnologias, como imagens de satélite, sistemas de informação geográfica e recursos digitais no ensino e na pesquisa, mantendo-se restritas a métodos tradicionais de observação e descrição do espaço.
As transformações tecnológicas não interferem na organização do espaço geográfico, pois este permanece estático e independente das ações humanas, mantendo suas características originais ao longo do tempo.
O espaço geográfico passa a ser compreendido como resultado das relações sociais, das redes técnicas, dos fluxos de informação e das desigualdades, exigindo abordagens críticas e interdisciplinares.
As novas leituras do espaço geográfico mantêm a mesma abordagem tradicional da Geografia clássica, limitando-se à descrição física do relevo, do clima e da vegetação, sem incorporar análises sociais, econômicas, políticas ou culturais.
A orientação e a representação espacial constituem fundamentos centrais da Geografia, sendo indispensáveis tanto para a leitura crítica do espaço geográfico quanto para a compreensão das relações entre sociedade, técnica e poder.
Desde os sistemas tradicionais de orientação, baseados na observação da natureza, até as tecnologias contemporâneas de georreferenciamento, a forma como o espaço é representado influencia práticas sociais, decisões políticas, planejamento territorial e produção de conhecimento científico.
Considerando esses aspectos, assinale a alternativa CORRETA.
A orientação espacial baseada nos pontos cardeais é suficiente para a representação precisa do espaço geográfico, tornando dispensáveis escalas cartográficas, projeções e sistemas de coordenadas.
A representação cartográfica é uma reprodução neutra da realidade, pois os mapas apenas traduzem objetivamente o espaço físico, sem interferências de escolhas técnicas ou ideológicas.
A orientação espacial envolve a articulação entre referências naturais, sistemas convencionais e tecnologias digitais, enquanto a representação espacial pressupõe seleções, generalizações e projeções que condicionam a leitura do espaço.
A alfabetização cartográfica restringe-se ao domínio técnico da leitura de mapas, sendo desnecessária para a análise crítica das dinâmicas sociais, econômicas e políticas do espaço geográfico.
O uso de sistemas de posicionamento global (GPS) elimina distorções cartográficas, uma vez que a localização por satélite independe de projeções, escalas ou modelos matemáticos da Terra.
A orientação e a representação espacial constituem fundamentos da linguagem cartográfica e do raciocínio geográfico, permitindo a localização, a análise e a interpretação dos fenômenos espaciais em diferentes escalas. Esses processos envolvem convenções técnicas, conhecimentos astronômicos, escolhas metodológicas e intencionalidades que influenciam a leitura do espaço representado.
Considerando os princípios da orientação e da representação espacial, assinale a alternativa CORRETA.
A orientação espacial baseia-se exclusivamente nos pontos cardeais fixos, sendo independente da posição do observador, do horário e das condições naturais de observação.
A escolha da projeção cartográfica é um elemento neutro da representação espacial, pois não interfere na interpretação dos fenômenos geográficos representados.
A rosa dos ventos e o uso de coordenadas geográficas são recursos complementares, pois a primeira fornece orientação direcional, enquanto as coordenadas permitem a localização absoluta no espaço terrestre.
A orientação espacial por meio de imagens de satélite dispensa o uso de escalas e legendas, já que a imagem corresponde diretamente à realidade observada.
Toda representação cartográfica reproduz fielmente a superfície terrestre, uma vez que os avanços tecnológicos eliminaram distorções de forma, área e distância.
Na abordagem do autor, é correto afirmar que o objeto de estudo da Geografia é a/o
lugar.
região.
espaço.
entidade.
organização espacial.
No contexto do ensino de Geografia torna-se importante:
A localização e a distribuição dos fatos e fenômenos na superfície terrestre, o ordenamento territorial, as conexões existentes entre componentes físico-naturais e as ações antrópicas.
A compreensão dos aspectos descritos acima é fundamental para o desenvolvimento do que chamamos de:
raciocínio geográfico.
planejamento socioambiental territorial.
pensamento cartográfico escolar.
diagnóstico espacial integrado.
conhecimento físico-natural pedagógico.
O ensino de Geografia tem passado por constantes transformações. Contudo, existem importantes considerações sobre o processo de aprendizagem que não devem cair em desuso. Sobre o ensino e a aprendizagem da ciência geográfica no Ensino Fundamental, assinale a alternativa correta.
O professor de Geografia, em sua prática no Ensino Fundamental, deve desconsiderar a tecnologia como ferramenta de trabalho.
Com o advento da tecnologia, o professor de Geografia do Ensino Fundamental deve desconsiderar suas experiências em sala de aula para ensinar.
O professor de Geografia no Ensino Fundamental, em sua prática de ensino, deve considerar o espaço geográfico em que seus alunos estão inseridos, pois ele está diretamente ligado ao processo de ensino e aprendizagem.
O professor de Geografia, em sua prática de ensino no Ensino Fundamental, deve dispensar os conhecimentos prévios dos alunos por serem irrelevantes no processo de ensino e aprendizagem.
Relacione as categorias da Coluna I às estratégias didáticas da Coluna II.
Coluna I
1. Espaço geográfico.
2. Lugar.
3. Região.
4. Território.
5. Paisagem.
Coluna II
(__) Inventário e interpretação de formas visíveis, registros (foto/desenho), leitura de mudanças e marcas temporais no ambiente.
(__) Construção de vínculos com vivências, trajetos, pertencimento, toponímia, memórias e significados atribuídos pelos sujeitos.
(__) Recortes comparativos por critérios explícitos (econômicos, físicos, sociais), uso de indicadores e mapas temáticos para explicar diferenças.
(__) Análise de controle, normas de uso, delimitações, conflitos e atores, com cartografia social e debate sobre poder.
(__) Integração das categorias anteriores para explicar redes, fluxos, técnicas e processos socioespaciais em múltiplas escalas.
Assinale a alternativa CORRETA:
2, 4, 3, 5, 1.
4, 2, 1, 5, 3.
5, 2, 3, 4, 1.
4, 3, 5, 2, 1.
Na análise dos fenômenos geográficos, Milton Santos destaca a importância das categorias espaciais. A categoria que se define como a dimensão do espaço percebido pelos sentidos, aquilo que a visão alcança, acumulando tempos desiguais e registrando a história das transformações sociais sobre a natureza, é a:
Região.
Território.
Lugar.
Paisagem.
Rede.
As categorias de análise da geografia permitem compreender diferentes dimensões da realidade. Considerando isso, qual alternativa apresenta a CORRETA definição de espaço geográfico?
É a aparência de cada porção do espaço, pode ser analisado presencialmente ou por fotografias, mapas ou imagens, além de estarem presentes os elementos naturais, os humanos ou culturais.
Resultado do processo histórico que envolve a relação entre os seres humanos e a natureza, sendo constituído por elementos naturais e humanos, normas, culturas, fluxo de pessoas e mercadorias.
Compreende uma parcela do espaço delimitada por relações de poder, domínio ou posse, podendo ser estabelecido por fronteiras políticas entre Estados ou por influências de grupos sociais.
Define-se como a porção do espaço que gera identidade e afetividade, onde se desenvolvem as relações do cotidiano e a vida privada.
Considerando a análise de David Harvey sobre a relação entre acumulação capitalista, capital fixo e produção de estruturas espaciais, é correto afirmar que:
O surgimento de estruturas espaciais próprias do capitalismo elimina as contradições da acumulação, porque torna móveis e reversíveis os recursos de transporte, as instalações fabris e os demais meios de produção e consumo.
A paisagem geográfica produzida pelo capital fixo e mobilizado constitui apenas a expressão material do êxito pretérito da acumulação, sem atuar como obstáculo à expansão posterior do capital.
O esforço para superar barreiras espaciais e “anular o espaço pelo tempo” produz estruturas espaciais que, ao mesmo tempo, servem à acumulação e podem converter-se em barreiras à acumulação adicional.
O investimento em meios de transporte e comunicação reduz a composição orgânica do capital social e, por isso, contraria a tendência à baixa da margem de lucro no capitalismo; ao mesmo tempo, potencializa a inserção de novos mercados.
Na abordagem marxista da localização, a paisagem criada pelo capitalismo é tratada como configuração ideal de equilíbrio harmonioso, razão pela qual as crises do capital fixo aparecem como fenômenos externos ao espaço geográfico.
O papel do espaço em relação à sociedade tem sido frequentemente minimizado pela geografia. Recentemente, a geografia busca interpretar o espaço humano como fato histórico que ele é. Somente a história da sociedade mundial, aliada à sociedade local, pode servir como fundamento para a compreensão da realidade espacial e permitir sua transformação a serviço do homem. Afinal, a história se escreve no espaço, e não há sociedade aespacial. O espaço, em si, é social. A geografia, que procura um debate teórico da sociedade a partir de sua dimensão espacial, necessariamente trata de uma discussão de caráter
socioespacial.
ambientalista.
pós-funcionalista.
positivista.
Correlacione a Coluna 1 (Conceitos teórico-analíticos) com a Coluna 2 (Aplicações e interpretações contemporâneas).
Coluna 1 − Conceitos
1.Espaço geográfico como instância social.
2.Produção desigual do espaço.
3.Território e territorialidades.
4.Lugar e identidade socioespacial.
5.Paisagem como acúmulo de tempos.
Coluna 2 − Aplicações
(__)Leitura de paisagens e territórios considerando marcas materiais e simbólicas deixadas por diferentes grupos culturais e relações de poder.
(__)Compreensão de que infraestrutura, fluxo de capitais e decisões políticas estruturam diferenciações centro-periferia em escala intraurbana e global.
(__)Análise do espaço como produto, condição e meio de reprodução das práticas sociais, superando noções neutras e puramente físicas.
(__)Processos de apropriação, pertencimento e resistência, que podem ou não coincidir com limites jurídico-administrativos formais.
(__)Vínculo afetivo-cultural e construção de pertencimento que influenciam percepções, uso cotidiano e defesa de espaços vividos.
Assinale a alternativa que contém a correspondência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
5, 2, 1, 3, 4.
5, 4, 2, 1, 3.
3, 5, 2, 4, 1.
4, 3, 5, 1, 2.
A organização do espaço geográfico de Rondônia resulta da interação entre fatores naturais e socioeconômicos. Analise as afirmativas a seguir:
I. O relevo e a hidrografia influenciam a ocupação do território e a localização das atividades produtivas.
II. O Zoneamento Ecológico busca orientar o uso da terra considerando diferentes características do espaço.
III. A ocupação territorial ocorreu sem gerar transformações significativas na paisagem natural.
Assinale a alternativa que indica quais as afirmativas corretas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
II, apenas.
O princípio do raciocínio geográfico que estabelece a necessidade de comparar a área estudada com outras regiões da superfície terrestre, buscando identificar semelhanças, singularidades e regularidades nos fenômenos espaciais é chamado:
Extensão.
Analogia.
Causalidade.
Operacionalidade.
Localização.
Num movimento desigual e combinado, cria-se uma nova geografia do Brasil, caracterizada, quanto à nova tecnosfera, por uma Região Concentrada e por manchas e pontos, enquanto há uma tendência à generalização da nova psicosfera, característica do presente período histórico.
(SANTOS, M.; SILVEIRA, M.L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. Adaptado)
De acordo com os autores, existem modos de resistência ao movimento de homogeneização dessa nova psicosfera, que são fundados
na convergência entre a ideologia globalizada e as identidades locais, promovendo uma síntese cultural homogênea.
na expansão de infraestrutura para áreas opacas, que integram regiões periféricas aos fluxos globais de informação.
no fortalecimento das redes verticais de poder, que redistribuem os vetores da modernização pelo território.
nas formas regionais de viver e de fazer, que convivem com os padrões de comportamento e de gosto globalizados.
na adoção seletiva de novas técnicas pelas populações locais, que aceleram a integração ao mercado global.
As categorias analíticas que dão conta da totalidade social em sua espacialização permitem, sem receio de cair no empirismo, iniciar o estudo da organização espacial de uma sociedade em um dado momento de sua história.
(CORRÊA, R. L. Região e organização espacial. São Paulo: Ática, 1991. Adaptado)
As categorias analíticas mencionadas no texto são:
estrutura, processo, função e forma.
paisagem, lugar, região e território.
processo, formação socioespacial, área e função.
região, escala, área e espaço.
lugar, região, localização e escala.