Questões de Concurso sobre Espaço Geográfico

 
 
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Na obra A produção capitalista do espaço, de David Harvey, no Capítulo IV — “O ajuste espacial: Hegel, Von Thünen e Marx” —, o autor examina a relação entre crise capitalista, superacumulação, desvalorização e expansão geográfica.


Considerando o argumento desenvolvido no capítulo, assinale a alternativa que interpreta corretamente o sentido do fenômeno que Harvey denomina ajuste espacial.


A

O ajuste espacial designa o recurso pelo qual o capitalismo procura remediar a superacumulação e a desvalorização mediante expansão geográfica, deslocando excedentes, abrindo novos espaços de acumulação e reorganizando territorialmente suas condições de reprodução.


B

O ajuste espacial designa o mecanismo pelo qual o capitalismo supera definitivamente a superacumulação e a desvalorização mediante expansão geográfica, eliminando as crises, estabilizando os mercados externos e abolindo as tensões entre produção, circulação e consumo.


C

O ajuste espacial designa o processo pelo qual o Estado contém a acumulação capitalista mediante expansão geográfica regulada, restringindo mercados externos, fixando capitais no território nacional e subordinando a circulação internacional a um equilíbrio social planejado.


D

O ajuste espacial designa a estratégia pela qual a expansão geográfica substitui a lógica da acumulação capitalista, transferindo o centro da produção para formas cooperativas, reduzindo a concorrência e impedindo a reprodução ampliada do capital.


E

O ajuste espacial designa a forma pela qual a expansão geográfica converte a crise capitalista em estabilidade permanente, integrando territórios periféricos, neutralizando a desvalorização e dissolvendo as contradições que atravessam a circulação do capital.

Segundo Milton Santos, o objeto de estudo da geografia


A

é o ambiente natural, cuja influência é determinante para os demais aspectos da organização espacial.


B

limita-se à história local, principal escala de análise dos processos de organização e de formação do espaço geográfico.


C

centra-se na análise do Estado nacional como agente estático na transformação e organização do espaço.


D

tem como foco estruturas físicas duráveis no espaço, como as "rugosidades", que influenciam o presente como herança do passado, sem considerar a combinação de capital, trabalho e tecnologia.


E

é o espaço como campo de disputas, resultado de processos históricos e sociais desiguais, organizados pelo Estado e influenciados pela lógica do capital.

Considere o texto a seguir.


A ciência atual é, assim, um produto da universalidade. Nos primórdios a ciência é um produto das necessidades práticas da vida. O cotidiano se resolve nas práticas espaciais. As práticas espaciais se traduzem em saberes espaciais. E a generalização supralocal leva as práticas e saberes espaciais — atividades de caráter geograficamente localizado — a se transformar na ciência geográfica. É assim que historicamente nasce em tese a Geografia.


MOREIRA, Ruy. O discurso do Avesso: para a crítica da geografia que se ensina. São Paulo: Contexto, 2014, p. 90. Adaptado.


À luz desse texto, historicamente, a função da Geografia científica, posteriormente apropriada pela Geografia escolar, caracterizou-se fundamentalmente por


A

consolidar uma tradição teórico-metodológica voltada à explicação das relações entre sociedade e natureza, cuja transposição para o ensino escolar ocorreu de forma fragmentada, preservando relativa autonomia em relação às estratégias de integração territorial do Estado.


B

desenvolver um campo de reflexão científica progressivamente distanciado das demandas estatais, cuja incorporação escolar operou predominantemente como mecanismo ideológico, dissociado da produção acadêmica geográfica do período para a construção da identidade nacional.


C

estruturar um corpo de conhecimentos sobre o espaço geográfico pautado na descrição empírica das paisagens naturais e humanizadas, cuja apropriação escolar privilegiou a memorização de informações territoriais, com limitada articulação aos projetos políticos do Estado nacional.


D

organizar interpretações espaciais baseadas em princípios naturalizantes e universalizantes, cuja difusão pela Geografia escolar enfatizou valores patrióticos, ainda que com frágil correspondência com os objetivos político-administrativos e territoriais do Estado.


E

produzir um conhecimento sistemático sobre o território, funcional à racionalidade do Estado nacional, posteriormente difundido pela Geografia escolar como instrumento de integração territorial, formação do sentimento nacional e legitimação da unidade política.

É necessário apontar e ressaltar que o debate sobre a natureza do conceito inicia-se em um momento em que o mundo, sob a égide do capitalismo industrial, já está simultaneamente unificado e dividido, podendo-se falar em uma economia mundial. A História de cada porção da superfície terrestre não é mais autônoma mas dependente, em maior ou menor grau, de processos gerais, universais. A globalização, etapa superior da espacialidade capitalista, que emergirá a partir do final da Segunda Guerra Mundial, torna mais complexa ainda a fragmentação articulada da superfície terrestre. A fragmentação exprime-se na divisão territorial do trabalho que se caracteriza diretamente por especializações produtivas, mas também por outras características sociais, culturais e políticas espacialmente variáveis. A articulação, por sua vez, exprime-se pelos diversos fluxos materiais e imateriais que percorrem a superfície terrestre, integrando pontos e áreas diversos.


(CORRÊA, R. L. Trajetórias geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. Adaptado)


O debate apresentado no texto refere-se ao conceito de


A

paisagem.


B

território.


C

espaço.


D

região.


E

lugar.

Leia a citação a seguir:

“(...) é resgatado na Geografia como conceito fundamental, passando a ser analisado de forma mais abrangente, constituindo a dimensão da existência que se manifesta por meio de um cotidiano compartilhado entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições, marcado tanto pela cooperação quanto pelo conflito, sendo a base da vida em comum. O conceito induz a análise geográfica a uma outra dimensão — a da existência —, pois se refere a um tratamento geográfico do mundo vivido. Esse tratamento vem assumindo diferentes dimensões. De um lado, singulariza-se a partir de visões subjetivas vinculadas a percepções emotivas, a exemplo do sentimento topofílico (experiências felizes), ao qual se refere Yu-Fu Tuan (...)”.


Texto adaptado de SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. Notas sobre espistemologia da Geografia. Cadernos Geográficos / Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Departamento de Geociências. – n.1. (Florianópolis: Imprensa Universitária, 1999.p 54)


A partir da citação de Dirce Maria Antunes Suertegaray (1999, p. 54) e considerando seus conhecimentos acerca dos conceitos operacionais utilizados na compreensão da ciência geográfica, indique a qual conceito a autora está se referindo.


A

Lugar


B

Paisagem


C

Região


D

Território


E

Ambiente

A consolidação de uma Geografia voltada para a cidadania exige a superação definitiva da mera descrição de paisagens e da memorização de dados estatísticos descontextualizados. Na perspectiva crítica, o espaço geográfico é compreendido como um palco dinâmico de contradições sociais, disputas territoriais e transformações ambientais decorrentes da ação humana. Sob essa ótica, o papel do ensino de Geografia consiste em instrumentalizar o estudante para que ele possa ler o mundo, interpretar as linguagens cartográficas e compreender a sua própria realidade local como parte integrante de processos globais, tornando-se um agente consciente e transformador.

Com base nos fundamentos e nas práticas metodológicas que caracterizam o ensino de Geografia na perspectiva crítica e cidadã, analise as afirmações a seguir, classificando-as como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):

(__)A abordagem crítica prioriza o estudo de problemas socioespaciais concretos, tais como a segregação urbana, os impactos socioambientais e as desigualdades no campo, estimulando o raciocínio reflexivo em detrimento da memorização passiva.

(__)O desenvolvimento da cartografia social e participativa na escola caminha em direção oposta à cidadania, uma vez que o rigor técnico das projeções matemáticas deve prevalecer sobre as representações subjetivas e os saberes cotidianos dos alunos.

(__)A articulação entre a escala local e a escala global é um princípio metodológico essencial para a formação cidadã, pois permite ao educando compreender como decisões macroeconômicas ou geopolíticas internacionais impactam diretamente o seu espaço de vivência.

(__)A neutralidade científica e política do professor em sala de aula é o principal pilar da Geografia Crítica, visando garantir que o estudante decore as estruturas do relevo e os climogramas de forma puramente técnica e isenta de valores sociais.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

F, F, V, V.


B

F, V, V, F.


C

V, V, F, F.


D

V, F, V, F.

As ações humanas desempenham papel fundamental na produção e transformação do espaço geográfico. Analise as afirmativas a seguir.

I. Espera-se que os estudantes compreendam o papel de diferentes povos e civilizações na produção do espaço e na transformação da interação sociedade/natureza.

II. As diversas formas de ocupação espacial em diferentes épocas resultam exclusivamente da dinâmica dos elementos naturais, independentemente da ação humana.

III. Não há relação entre as ações humanas e a transformação da natureza.

Assinale a alternativa correta.


A

Apenas I e II estão corretas.


B

Apenas II e III estão corretas.


C

Apenas I e III estão corretas.


D

Apenas I está correta.


E

Apenas III está correta.

A compreensão da produção do espaço envolve o estudo de diferentes conceitos geográficos. Assinale a alternativa correta.


A

No 6º ano, propõe-se a retomada da identidade sociocultural, do reconhecimento dos lugares de vivência e da necessidade do estudo sobre os diferentes e desiguais usos do espaço, para uma tomada de consciência sobre a escala da interferência humana no planeta.


B

O estudo da identidade sociocultural deve ser iniciado apenas no 9º ano, em razão da maior complexidade dos conteúdos.


C

A identidade sociocultural é abordada exclusivamente por meio do estudo das transformações econômicas mundiais.


D

O reconhecimento dos lugares de vivência é tratado apenas como conteúdo complementar ao estudo da cartografia.


E

A identidade sociocultural restringe-se ao conhecimento das características físicas do território.

Durante uma visita a uma área central do município, um grupo de estudantes registrou o percurso realizado entre diferentes pontos de referência. Ao retornar à escola, organizou essas informações em uma representação gráfica, indicando os pontos de referência e as posições dos lugares observados. A comparação entre os registros produzidos pelos estudantes e um mapa da área permitiu discutir diferentes formas de localizar e representar os lugares. Situações como essa permitem compreender que a orientação e a representação espacial:


A

possibilitam localizar diferentes lugares a partir de referências e pontos de orientação no espaço geográfico


B

dependem de mapas convencionais, pois registros elaborados pelos estudantes não permitem localizar diferentes lugares


C

correspondem à identificação dos lugares por suas características, sem estabelecer relações de localização entre eles


D

consistem na reprodução dos elementos observados, sem considerar as relações estabelecidas entre os lugares representados

A BNCC estabelece que o estudo da Geografia deve desenvolver nos alunos o pensamento espacial por meio do raciocínio geográfico, que se apoia em princípios fundamentais. Um desses princípios, descrito como "o modo de estruturação do espaço de acordo com as regras da própria sociedade que o produziu", é considerado o de maior complexidade.


Esse princípio é o da:


A

Ordem.


B

Localização.


C

Conexão.


D

Diferenciação.


E

Distribuição.

A orientação espacial e a localização absoluta são fundamentos da linguagem cartográfica e do raciocínio geográfico, permitindo a leitura, a análise e a representação do espaço terrestre em diferentes escalas. A Rosa dos Ventos e o sistema de coordenadas geográficas constituem instrumentos complementares nesse processo, cada qual com funções específicas na orientação e na localização dos fenômenos geográficos.


Considerando os princípios da orientação espacial, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A utilização conjunta da Rosa dos Ventos e das coordenadas geográficas possibilita tanto a orientação direcional quanto a localização precisa no espaço geográfico.


B

A longitude é medida a partir do Equador e varia de 0° a 90° nos sentidos leste e oeste, tendo como referência o Meridiano de Greenwich.


C

As coordenadas geográficas permitem a localização absoluta de qualquer ponto da superfície terrestre por meio da combinação de latitude e longitude.


D

A Rosa dos Ventos organiza direções a partir dos pontos cardeais, colaterais e subcolaterais, sendo um instrumento de orientação relativa no espaço.


E

A latitude corresponde à distância angular em relação ao Equador, variando de 0° a 90° nos hemisférios Norte e Sul.

O estudo da Geografia se estrutura em torno da análise das relações que ocorrem no espaço geográfico. Designa-se como ciência de síntese pela sua abordagem integrada dos fatores naturais e humanos que interagem nesse espaço:


A

Paisagem.


B

Cartografia.


C

Região.


D

Territorialidade.


E

Raciocínio geográfico.

A formação do espaço brasileiro está relacionada a processos históricos de ocupação, exploração econômica e organização política. Ao longo do tempo, diferentes atividades produtivas influenciaram a distribuição da população, a construção das cidades e as desigualdades regionais. Esses processos não ocorreram de maneira uniforme e deixaram marcas que ainda podem ser observadas na organização do território nacional. Com base nesse panorama, analise as afirmações a seguir e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F).


(__)A ocupação do território brasileiro ocorreu de forma desigual entre as regiões.

(__)As atividades econômicas influenciaram a organização do espaço geográfico.

(__)O desenvolvimento regional ocorreu de maneira homogênea em todo o país.

(__)A formação das cidades está relacionada a processos históricos específicos.

(__)As diferenças regionais desapareceram completamente no Brasil atual.


A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:


A

V, F, V, F, V.


B

F, V, V, F, V.


C

F, F, V, V, F.


D

V, V, F, V, F.


E

V, V, V, F, F.

No contexto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da organização do Ensino Médio por áreas de conhecimento e itinerários formativos, o ensino de Geografia é orientado pela articulação entre formação geral básica e aprofundamentos que mobilizam competências e habilidades voltadas à compreensão crítica das dinâmicas socioespaciais.


Nessa perspectiva, considere a seguinte situação didático-pedagógica:


Em um itinerário formativo voltado à área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, eixo no qual a Geografia se encaixa, estudantes desenvolvem um projeto sobre desigualdades socioespaciais em cidades médias brasileiras, articulando leitura de mapas temáticos, análise de dados socioeconômicos, observação de campo em bairros com diferentes padrões de infraestrutura urbana e elaboração de propostas de intervenção territorial em diálogo com políticas públicas locais.


À luz da BNCC e do sentido do aprendizado da Geografia, assinale a alternativa que melhor expressa a articulação entre competências, habilidades e itinerários formativos mobilizada nessa proposta.


A

A proposta favorece a mobilização de competências relacionadas à análise de problemas socioespaciais, ao uso de diferentes linguagens e fontes de informação e à elaboração de argumentos fundamentados, articulando conhecimentos da Geografia com práticas investigativas próprias dos itinerários de Ciências Humanas.


B

A atividade contribui para o desenvolvimento de habilidades associadas à leitura e interpretação de representações do espaço e ao reconhecimento de desigualdades territoriais, mantendo relação com os objetivos formativos dos itinerários ao integrar investigação empírica e análise de políticas públicas locais.


C

O projeto possibilita a articulação entre conceitos geográficos e procedimentos de pesquisa de campo, promovendo a compreensão de processos urbanos em diferentes escalas, em consonância com propostas de aprofundamento formativo que valorizam a análise crítica do território.


D

A experiência pedagógica fortalece competências voltadas à compreensão das relações sociedade-natureza no espaço urbano, ao integrar dados estatísticos, observação direta e debate orientado, alinhando-se às diretrizes dos itinerários de Ciências Humanas no Ensino Médio.


E

A proposta estimula a leitura relacional do espaço urbano e a problematização de desigualdades territoriais, articulando habilidades de análise espacial e produção de proposições, em diálogo com os objetivos formativos dos itinerários e com a formação geral básica.

As metodologias de ensino de Geografia, em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em 2017, devem centrar-se no desenvolvimento do Raciocínio Geográfico e na autonomia do aluno dos Anos Finais. Superando a mera memorização de nomes e lugares, as práticas pedagógicas contemporâneas exigem que o professor utilize metodologias ativas que estimulem a pesquisa, o debate e a intervenção crítica na realidade. A utilização de diferentes linguagens (cartográfica, gráfica, pictórica e escrita) é essencial para a construção do conhecimento sobre o espaço.


Considerando as práticas e metodologias de ensino de Geografia conforme a BNCC, analise as afirmativas a seguir:


I. A Alfabetização Cartográfica é uma das metodologias-chave no Ensino Fundamental, pois visa unicamente a decodificação dos símbolos e legendas dos mapas, sendo seu domínio suficiente para o desenvolvimento pleno do Raciocínio Geográfico.

II. O uso do Estudo do Meio é uma prática metodológica de campo que integra teoria e prática, sendo essencial para que os estudantes desenvolvam a capacidade de observação direta do espaço e a coleta de dados primários em seu entorno.

III. A metodologia de Resolução de Problemas em Geografia permite que o professor apresente situações-problema reais (como problemas ambientais ou urbanos) e estimule o aluno a aplicar as categorias geográficas (Território, Lugar, Paisagem) para buscar soluções.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

I, II e III.


B

I e II apenas.


C

I e III apenas.


D

II e III apenas.

Na formação do pensamento espacial nos anos finais, a BNCC destaca que a análise do espaço geográfico exige articular dimensões sociais e naturais em uma perspectiva processual. Identifique o conceito que deve ser pensado de forma inseparável do espaço nessa abordagem:


A

Escala.


B

Tempo.


C

Paisagem.


D

Região.


E

Natureza.

Na perspectiva da Geografia Crítica, o espaço geográfico é compreendido como um "conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações". Essa definição, que fundamenta a análise do meio técnicocientífico-informacional, foi cunhada por:


A

Aziz Ab'Sáber.


B

Immanuel Kant.


C

David Harvey.


D

Yves Lacoste.


E

Milton Santos.

A Geografia analisa o espaço geográfico como resultado das relações estabelecidas entre sociedade e natureza ao longo do tempo. Nesse processo, diferentes atividades humanas transformam o espaço, organizando territórios, paisagens e regiões conforme interesses econômicos, sociais e culturais.


Considerando essa perspectiva, o espaço geográfico pode ser compreendido como:


A

o conjunto de paisagens naturais existentes na superfície terrestre, formadas exclusivamente por elementos físicos e ambientais independentes da ação humana.


B

o resultado das interações entre sociedade e natureza, produzido pelas atividades humanas e pelas transformações realizadas no espaço ao longo do tempo.


C

a delimitação política e administrativa dos territórios, definida exclusivamente pelas fronteiras estabelecidas entre municípios, estados e países.


D

o conjunto de regiões naturais e econômicas formadas de maneira espontânea, sem relação com as ações sociais, culturais e produtivas realizadas pelos grupos humanos.

As categorias de análise geográfica constituem ferramentas conceituais fundamentais para a compreensão da produção e organização do espaço. Cada categoria possui especificidades epistemológicas e escalas de aplicação distintas, mobilizando diferentes perspectivas teórico-metodológicas. Sobre essas categorias analíticas, é correto afirmar que:


A

O espaço geográfico constitui um sistema de objetos e sistema de ações indissociáveis, solidários e contraditórios, sendo produto e condição da reprodução social, caracterizado pela totalidade em constante transformação histórica.


B

Território configura-se como recorte espacial delimitado por fronteiras político-administrativas estabelecidas pelo Estado-nação, excluindo manifestações de territorialidade por grupos sociais subalternos ou movimentos que não detenham poder institucionalizado.


C

A categoria lugar refere-se à escala local onde predominam relações de pertencimento e identidade, constituindo espaços estáticos e imunes aos processos de globalização, preservando características culturais originais em contraposição aos fluxos homogeneizadores externos.


D

Paisagem constitui categoria analítica focada na dimensão natural e morfológica do espaço, devendo sua análise geográfica limitar-se aos aspectos físico-bióticos observáveis, excluindo elementos sociais e culturais que pertencem exclusivamente às categorias território e lugar.


E

Região define-se por critérios exclusivamente naturais de homogeneidade física (clima, relevo, vegetação), constituindo unidades espaciais fixas e permanentes, independentes das transformações socioeconômicas e das reconfigurações territoriais promovidas pela divisão técnica do trabalho.

   
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