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Considerando a análise de David Harvey sobre a relação entre acumulação capitalista, capital fixo e produção de estruturas espaciais, é correto afirmar que:
O surgimento de estruturas espaciais próprias do capitalismo elimina as contradições da acumulação, porque torna móveis e reversíveis os recursos de transporte, as instalações fabris e os demais meios de produção e consumo.
A paisagem geográfica produzida pelo capital fixo e mobilizado constitui apenas a expressão material do êxito pretérito da acumulação, sem atuar como obstáculo à expansão posterior do capital.
O esforço para superar barreiras espaciais e “anular o espaço pelo tempo” produz estruturas espaciais que, ao mesmo tempo, servem à acumulação e podem converter-se em barreiras à acumulação adicional.
O investimento em meios de transporte e comunicação reduz a composição orgânica do capital social e, por isso, contraria a tendência à baixa da margem de lucro no capitalismo; ao mesmo tempo, potencializa a inserção de novos mercados.
Na abordagem marxista da localização, a paisagem criada pelo capitalismo é tratada como configuração ideal de equilíbrio harmonioso, razão pela qual as crises do capital fixo aparecem como fenômenos externos ao espaço geográfico.