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No Brasil, um grande leque de grupos humanos costuma ser agrupado sob diversas categorias – populações, comunidades, povos, sociedades, culturas – cada qual acompanhada por um dos seguintes adjetivos: tradicionais, autóctones, rurais, locais, ‘residentes’. Quaisquer dessas combinações é problemática em razão da abrangência e da diversidade de grupos que engloba. Sobre esses grupos humanos brasileiros, é possível afirmar que:
Ao contrario dos índios, os quilombos, os quilombolas e os caiçaras são étnica e historicamente o mesmo grupo social, se diferenciando apenas devido ao território que ocupam.
Se pensarmos somente a partir de uma perspectiva etnográfica, as diferenças entre as sociedades indígenas, os quilombos, os caboclos, os caiçaras e demais grupos ditos tradicionais não são significativas.
A expressão “quilombo” não era usada no período Colonial, sendo criada a partir da segunda metade do século XX por pesquisadores para destacar algumas comunidades formadas majoritariamente por pessoas negras.
É possível afirmar que o quilombo brasileiro é uma cópia do quilombo africano reconstituído pelos escravizados para se opor a uma estrutura escravocrata, pela implantação de uma outra estrutura política, na qual se encontravam “todos os oprimidos”.