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O setor energético brasileiro vive uma profunda transformação desde que se iniciou a crise hídrica, correndo contra o tempo para tornar-se mais diversificado e complexo. Com o comprometimento da oferta de energia gerada pelas hidrelétricas, o Brasil tem tomado novos rumos, buscando investir em fontes limpas, como a eólica, a solar e o gás natural, em uma tendência que poderá se manter nos próximos anos. Pesquisas apresentadas em fevereiro deste ano pela gigante petrolífera britânica BP aponta que o consumo total de energia no Brasil deverá crescer 2,2% ao ano até 2040, o que se traduz em um índice acima da média global de 1,2% ao ano, com destaque para a energia nuclear (4,5%), as renováveis (4,5%) e o gás (3,4%) (Reportagem publicada na 66ª edição Forbes, lançada em março/2019).
Sobre o atual cenário energético brasileiro, é INCORRETO afirmar que:
As novas tecnologias, entre elas a inteligência artificial, não estão modernizando apenas a distribuição de energia, mas também deverão trazer novidades para outro segmento: o armazenamento, com destaque para as baterias. No país, Enel, AES Tietê e CPFL são companhias que estão apostando nesse tipo de solução, com prognósticos de barateamento do custo das baterias.
Devido a construção de novas usinas hidrelétricas de alta tecnologia, o setor elétrico brasileiro conseguiu reverter o risco hidrológico, no qual, o segmento energético não está submisso a regularização dos reservatórios e nem ficam expostos a inconstância pluviométrica.
Outra vertente descentralizadora do setor energético brasileiro, é a possibilidade de a energia vir a ser comprada pelo consumidor comum no chamado mercado livre, que hoje é apenas acessível às grandes companhias e indústrias. A tendência é similar à que já ocorre na telefonia, ou seja, o cliente poderá escolher de qual empresa irá comprar o serviço de energia, trazendo maior competitividade ao mercado.
Embora seja responsável por aproximadamente 1% da matriz elétrica nacional, a fonte solar vem crescendo e tem potencial para ampliar o percentual, já que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou a permitir a instalação de pequenos geradores em residências, comércios ou qualquer unidade consumidora.