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Com base em seus conhecimentos sobre os processos migratórios no Brasil e no mundo, é INCORRETO afirmar que:
O Brasil tem se tornado uma referência internacional em resposta humanitária desde o início da Operação Acolhida. Com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), conciliando esforços com outras agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil, a força-tarefa do Governo Federal foi criada para lidar com o crescente fluxo de entrada de refugiados e imigrantes venezuelanos.
A onda migratória para o Brasil, no âmbito do cenário da América Latina, acabou por provocar uma reavaliação da legislação brasileira, que culminou na aprovação da Lei de Migração, a Lei Nº.13.445/2017, sancionada em maio de 2017.
Atualmente, em virtude do cenário político, econômico e, recentemente, das eleições presidenciais na Argentina, o governo brasileiro teme “novo Roraima” no sul do país, ou seja, que a região se transforme foco de imigração argentina.
Durante o fluxo migratório do Haiti, em função da grave crise política instalada no país e do terremoto (2010), o Brasil e a Bolívia também receberam haitianos. Entretanto, como aponta uma pesquisa da Organização Internacional para as Migrações e do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos (IPPDH), o Chile foi o país sul-americano que mais recebeu esses imigrantes.
A globalização produz uma contraordem, porque há uma produção acelerada de pobres, excluídos e marginalizados. No caso, da migração essa realidade reforça a ideia de que os imigrantes vão “roubar” os postos de trabalhos da população local, provocando dentre outras consequências, a xenofobia.