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SEEMANN, em seu artigo “Entre Usos e Abusos nos Mapas da Internet”, escreve que uma série de práticas cartográficas da vida cotidiana podem funcionar como estratégias complementares, reflexões e provocações para a cartografia escolar. No contexto apresentado por esse autor, a cartografia escolar:
Pode ter mais sentido para os estudantes, ao permitir construir novas “culturas de espaço” e buscar indistintamente relatos sociais e cartografá-los.
Pode ser mais significativa para os alunos quando estes têm contato com processo de concepção e elaboração dos mapas a partir de seus contextos socioculturais, econômicos e políticos.
Pode ser mais significativa para os alunos se abandonar a “concepção cartesiana com seus eixos x e y” que funciona como uma camisa de força para a projeção de dados de mapa.
Pode ser mais significativa para os alunos se ela adotar de vez a linguagem digital para espacializar fenômenos cotidianos, uma vez que as gerações mais novas têm total domínio das novas tecnologias.
Pode ser mais significativa para os alunos apreenderem o processo de leitura e interpretação das informações contidas nos mapas estritamente pelo conhecimento científico-normativo de seu referido grupo social.