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Segundo Milton Santos, em A Urbanização Brasileira (2009), o Brasil foi, durante muitos séculos, um grande arquipélago, formado por subespaços que evoluíam segundo lógicas próprias, ditadas em grande parte por suas relações com o mundo exterior. Havia, sem dúvida, para cada um desses subespaços, polos dinâmicos internos. Estes, porém, tinham entre si escassa relação, não sendo interdependentes.
O quadro exposto pelo autor é relativamente quebrado, quando,
na primeira metade do século XVIII, o governo federal resolve investir em infraestrutura, melhorando e ampliando estradas de ferro, portos e acesso à comunicação em todas as regiões do país.
na primeira metade do século XIX, há uma forte entrada de capital externo, destinado à implantação de estradas de ferro, à melhoria dos portos e à criação de meios de comunicação que passaram a interligar São Paulo ao Nordeste, dois polos de desenvolvimento do país.
na segunda metade do século XIX, a partir da produção de café, o estado de São Paulo se torna polo dinâmico de vasta área que abrange os estados mais ao sul e vai incluir, ainda que de modo incompleto, o Rio de Janeiro e Minas Gerais.
na primeira metade do século XX, o processo de industrialização se consolida no Brasil, por meio do capital proveniente da atividade canavieira, impulsionando os primeiros passos para integração nacional.