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Do ponto de vista das tendências contemporâneas de localização dos usos do solo e da estruturação dos sistemas de mobilidade e transportes no município de São Paulo e na Região Metropolitana, é correto afirmar que
o processo de suburbanização avança no município e principalmente na Região Metropolitana, e implica no esvaziamento populacional dos bairros tradicionalmente vistos como bem localizados, com a consequente atração dos usos não residenciais para junto das novas áreas residenciais nobres regionais.
a criação dos empregos em subcentros regionais, ao lado do esvaziamento de empregos nas áreas mais tradicionais, por efeito das transformações da tecnologia digital e do e-commerce, tendem a reduzir os desequilíbrios nos sistemas de mobilidade e transporte público, com a redução do chamado movimento pendular.
a concentração de empregos não industriais na área central e especialmente no chamado setor sudoeste, compreendendo as regiões da Avenida Paulista e do vale do rio Pinheiros, e a formação dos chamados bairros dormitório – e, no plano metropolitano, de cidades dormitório – produzem desequilíbrios nos sistemas de infraestrutura, principalmente os de mobilidade e transporte público, em função do chamado movimento pendular.
o centro histórico do município permanece sendo a principal concentração dos empregos não industriais da Região Metropolitana, demandando um reforço na estruturação radioconcêntrica dos sistemas viário e de transportes urbanos e metropolitanos, e agravando os desequilíbrios nos sistemas de infraestrutura, principalmente os de mobilidade e transporte público, em função do chamado movimento pendular.
a descentralização dos empregos, que passam a localizar-se predominantemente ao longo dos grandes eixos de circulação regional, transbordando os limites do município, ao lado do esvaziamento de empregos nas áreas mais tradicionais e bem atendidas pelo transporte públicos, tendem a tornar obsoleta a malha existente e demanda novos investimentos viários no município e na Região Metropolitana.