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Considere o texto sobre fluxos globais.
Os Estados nacionais precisam, cada vez mais, zelar pelos interesses não apenas de seus capitais domésticos, mas também pelos interesses do capital imperialista dominante – norteamericano –, na medida em que se encontram todos articulados, em menor ou maior grau, à economia norte-americana. A articulação de interesses intercapitalistas globais – fundamentalmente financeiros –, no interior dos blocos nacionais no poder, se, por um lado, reforça as relações hierárquicas entre os Estados nacionais na estrutura capitalista mundial; por outro lado, provoca uma maior heterogeneidade dos interesses que compõem os blocos nacionais no poder.
SOUZA, A. Financeirização e Estados Nacionais. Cadernos Cemarx, n. 2, 2005, p. 34. Adaptado
Da situação mencionada, decorre a seguinte consequência político-geográfica:
Enfraquecimento da economia estadunidense, devido à atuação crescente das máfias globalizadas.
Protagonismo global das economias emergentes, devido aos investimentos externos diretos do capital financeiro.
Ressurgimento do imperialismo, devido à hegemonia regional dos Estados Nacionais semiperiféricos.
Reacomodação das relações de poder dentro dos Estados, devido à internacionalização do capital.