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Observando o nosso planeta desde o espaço cósmico tem-se a visão de um globo, não se apercebendo o achatamento polar. Portanto, a forma elipsoidal de que se fala possuir a Terra não pode ser tida como perceptível aos olhos de quem a observa do cosmos. Na realidade, na cartografia sistemática e temática, devemos considerar que para efeitos práticos de estudo da Rede Geográfica, a Terra é tida como um globo perfeito, sem diferenças nas medidas dos eixos polar e equatorial.
Nesse sentido, sobre as referências básicas para os sistemas de coordenadas e geodésicos, deve-se considerar que:
A representação gráfica da linha física ou real demarcatória da interface Terra-Atmosfera demonstraria um objeto com uma superfície bastante irregular.
A eclíptica é uma superfície regular, gerada em razão do movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo menor, seguindo o nível médio do mar e estendendo-se imaginariamente por entre o relevo terrestre.
O geoide é uma superfície regular, gerada em razão do movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo menor, seguindo o nível médio do mar e estendendo-se imaginariamente por entre o relevo terrestre.
A elipsoide é uma superfície que segue o nível médio do mar, levando em consideração o campo gravimétrico terrestre, o que lhe dá uma conformação um tanto ondulada.
A representação real da linha demarcatória da interface Terra-Atmosfera não seria prejudicial para o estabelecimento de uma rede de medidas para fins de mapeamento.