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A biogeografia, tradicionalmente fundada na descrição da distribuição das espécies e na explicação naturalista dos padrões de biodiversidade, tem sido objeto de revisão crítica a partir do diálogo com a ecologia política, os estudos pós-coloniais e a geografia crítica. Nessa perspectiva, que problematiza o caráter supostamente neutro da ciência ambiental, assinale a alternativa que expressa com maior rigor um tensionamento epistemológico à abordagem biogeográfica convencional.
A biogeografia deve incorporar os conflitos socioambientais e as práticas de apropriação e manejo como condicionantes dos padrões de biodiversidade.
A conservação de ecossistemas deve priorizar a manutenção de paisagens intocadas, com exclusão de grupos sociais em zonas protegidas.
A distribuição biológica das espécies é função direta dos gradientes ambientais, sendo irrelevante considerar as práticas socioterritoriais humanas.
A homogeneização dos biomas é explicada exclusivamente pela deriva continental e mudanças climáticas milenares.
A fragmentação ecológica pode ser revertida por mecanismos exclusivamente técnico-científicos, sem necessidade de participação comunitária.