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Em 2024, dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) indicaram que:
• A China manteve-se como maior parceiro comercial de diversos países da América do Sul e da África.
• A União Europeia reforçou sanções econômicas a países envolvidos em conflitos territoriais e violações ambientais, enquanto buscou acordos de transição energética com nações latino-americanas.
• O Brasil, por sua vez, aumentou exportações para a Ásia e firmou novos compromissos ambientais no âmbito da COP, além de integrar fóruns como BRICS+, G20 e acordos Mercosul−União Europeia (em negociação).
Considerando o cenário descrito e os princípios de análise da ciência geográfica, é correto afirmar que esse contexto expressa:
O fortalecimento de redes comerciais intercontinentais que articulam interesses econômicos, políticos e ambientais, revelando uma dinâmica multipolar e interdependente.
A consolidação de uma ordem geopolítica unipolar, dominada pela China, que define unilateralmente as agendas econômicas e ambientais globais.
A diminuição da importância estratégica do Brasil no cenário internacional, devido à sua posição periférica e à ausência de protagonismo em negociações multilaterais.
A formação de blocos econômicos exclusivos, nos quais apenas países do Hemisfério Norte participam de negociações comerciais e ambientais, excluindo completamente as nações emergentes.
A substituição completa da pauta de exportações brasileiras de commodities por produtos de alta tecnologia destinados aos países da União Europeia e da África.