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Os sistemas de coordenadas são necessários para localizar a posição de pontos sobre uma superfície, seja ela um elipsoide, esfera ou um plano. Com base nesses sistemas, a superfície terrestre é descrita geometricamente após os levantamentos. Para o elipsoide, ou esfera, usualmente é empregado um sistema de coordenadas cartesiano e curvilíneo (com paralelos e meridianos); já para o plano, é aplicado um sistema de coordenadas cartesianas (X,Y). Esses sistemas de projeção variam quanto ao método, superfície de projeção, propriedades e tipo de contato entre as superfícies de projeção e as referências (ponto ou duas linhas iguais ou duas linhas desiguais).
O UTM é um sistema de grade de coordenadas planas que leva o nome da projeção cartográfica na qual se baseia. O sistema apresenta 60 zonas e é adotado no mapeamento sistemático de todo o território brasileiro na produção de cartas topográficas, principalmente, pela Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação ao sistema UTM, é correto afirmar que:
ele se baseia na projeção policônica transversa de Mercator, que é secante e equidistante;
os paralelos são círculos concêntricos com centro no ponto de interseção dos meridianos;
os meridianos e paralelos não são linhas retas, com exceção do meridiano de tangência e o do Equador;
cada fuso se estende por 12o de longitude (de largura), começando no fuso 180o a 174o W Gr. e continuando para leste;
cada ponto do elipsoide de referência (descrito por (latitude, longitude)) estará biunivocamente associado ao vértice de cada cone da projeção.