A evolução do pensamento geográfico, da tradição clássica até as correntes críticas, reflete disputas epistemológicas em torno da função da ciência geográfica. Nesse percurso, identifique a assertiva correta:
As abordagens pós-críticas, como a Geografia Cultural e a Geografia Humanista, negam qualquer vínculo com debates epistemológicos anteriores, apresentando-se como discursos autônomos e completamente desvinculados das tradições clássicas.
A Geografia Crítica brasileira, influenciada por Milton Santos, resgatou a noção positivista de neutralidade científica, mas reinterpretou-a a partir das contradições sociais do capitalismo dependente.
A Escola Possibilista, de Paul Vidal de La Blache, rompeu integralmente com o determinismo ao excluir qualquer influência do meio natural nas práticas humanas, enfatizando exclusivamente os fatores culturais.
A chamada Nova Geografia, ou Geografia Quantitativa, surgiu nas décadas de 1950-1960 como reação ao empirismo descritivo da Geografia Tradicional, incorporando métodos estatísticos e modelos matemáticos para buscar maior rigor científico.