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A diversidade amazônica tem sido explicada por hipóteses distintas, entre as quais a teoria dos refúgios, formulada a partir de estudos paleoclimáticos. Essa hipótese sustenta que, durante períodos glaciais do Pleistoceno, áreas úmidas preservadas funcionaram como núcleos de conservação e expansão de espécies, favorecendo processos de especiação e endemismo. Embora contestada por modelos alternativos como os das barreiras fluviais ou do gradiente ambiental, a teoria dos refúgios segue sendo revisitada por evidências paleoecológicas e genômicas.
Assinale a proposição mais coerente com essa hipótese:
Os refúgios constituíram espaços desprovidos de fauna e flora, configurando áreas de vazio biológico durante as glaciações.
Os refúgios foram responsáveis por dinâmicas de desertificação irreversível, tendo reduzido a diversidade amazônica a patamares mínimos durante o Pleistoceno.
A biodiversidade amazônica resulta exclusivamente de práticas antrópicas milenares, sem relação com condicionantes naturais ou paleoclimáticos.
Os refúgios corresponderam a áreas úmidas preservadas em períodos glaciais, atuando como centros de especiação e endemismo que contribuíram para a diversidade biológica atual.
A teoria dos refúgios foi abandonada pela biogeografia contemporânea, considerada incompatível com evidências recentes de genética e paleoecologia.